Nigéria libera US$ 16 milhões para instalação de fábricas de oxigênio

Produção do gás será utilizada para ajudar no tratamento de pacientes com Covid-19

Da Reuters
21 de janeiro de 2021 às 21:23
A Nigéria registrou 114.691 casos de Covid-19 e 1.478 mortes.
A Nigéria registrou 114.691 casos de Covid-19 e 1.478 mortes.
Foto: Divulgação

O presidente da Nigéria aprovou nesta quinta-feira (21) a liberação de 6,45 bilhões de nairas (US $ 16,94 milhões) criação de fábricas de oxigênio. O gás produzido ajudará no abastecimento de 38 locais que  tratam pacientes com Covid-19. enfrentam um aumento acentuado dos casos da doença.

O país mais populoso da África enfrenta um aumento acentuado dos casos da doença. A presidência disse que a liberação de fundos para lidar com o fornecimento de oxigênio foi anunciada em uma reunião do órgão consultivo do Conselho Econômico Nacional (NEC).

"O presidente Muhammadu Buhari aprovou 6,45 bilhões de nairas para a instalação de usinas de gás em 38 locais em todo o país em uma tentativa de melhorar o tratamento dos pacientes da Covid-19 que precisam de oxigênio", disse um comunicado divulgado pelo gabinete do vice-presidente.

O relatório disse que mais 255 milhões de nairas (US $ 670 mil) foram aprovados para reparos em usinas de oxigênio em cinco hospitais.

No início desta semana, o governo estadual em Lagos, o epicentro do surto da Nigéria, disse que a demanda por oxigênio em um de seus principais hospitais aumentou cinco vezes nas últimas semanas, para 350 botijões de 6 litros por dia. Ele pontuou que era esperado mais do que o dobro, para 750 até o final de janeiro.

A Nigéria registrou 114.691 casos de Covid-19 e 1.478 mortes. Enquanto os países mais ricos começaram campanhas de vacinação em massa, os países africanos estão lutando para garantir o abastecimento.

Os governadores dos estados da Nigéria divulgaram um comunicado, no qual afirmam que as primeiras doses de vacina do país devem chegar até o final de fevereiro.

As autoridades disseram anteriormente que as primeiras doses, sob o programa Covax apoiado pela OMS (Organização Mundial da Saúde) para garantir o acesso justo às vacinas contra o novo coronavírus aos  países pobres, eram esperadas para o final de janeiro.