Nove freiras morrem de Covid-19 após surto em convento nos EUA

Sem nenhum caso do novo coronavírus até novembro, convento no Michigan teve 48 pessoas infectadas entre dezembro e janeiro e nove mortes em 15 dias

Por Laura Ly e Theresa Waldrop, da CNN*
31 de janeiro de 2021 às 00:10
 Casa Mãe das Irmãs Dominicanas, em Adrian (Michigan)
Nove freiras morreram após um surto de Covid-19 na Casa Mãe das Irmãs Dominicanas, em Adrian (Michigan)
Foto: Casa Mãe das Irmãs Dominicanas/ CNN/ Reprodução


 

Antes de 20 de dezembro, não havia nenhum caso de Covid-19 entre as freiras que moravam no convento Casa Mãe das Irmãs Dominicanas em Adrian, no estado americano do Michigan.

Agora, nove delas morreram com a doença após um surto infectar ao menos 48 das 217 residentes. No momento, há treze casos do novo coronavírus ainda ativos e 26 das pessoas que testaram positivo estão se recuperando, disse a instituição em um comunicado.

“Passamos nove meses mantendo o coronavírus sob controle. Pouco antes do Natal, ele apareceu”, disse a irmã Patricia Siemen à rede WDIV, afiliada da CNN. 

 

As nove freiras, que morreram entre 11 e 26 de janeiro, foram identificadas como Dorothea Gramlich, de 81 anos; Helen Laier, 88; Jeannine Therese McGorray, 86; Charlotte Moser, 86; Esther Ortega, 86; Mary Lisa Rieman, 79; Ann Rena Shinkey, 87; Margaret Ann Swallow, 97; e Mary Irene Wischmeyer, 94. A maioria das irmãs já corria alto risco devido a problemas de saúde existentes, relatou a WDIV.

Todas elas serviram nas comunidades como professoras ou enfermeiras durante sua vida de serviço religioso.

Este é o mais recente de vários surtos em conventos nos EUA. Em 2020, oito freiras que moravam no Notre Dame de Elm Grove, em Wisconsin, morreram de Covid-19. Em um convento na região de Detroit, 13 freiras morreram em um mês, começando em 10 de abril do último ano.

O Convento Nossa Senhora dos Anjos em Greenfield, Wisconsin, perdeu seis freiras em um surto no ano passado. Entre as 363 colaboradoras do local, 60 testaram positivo para o coronavírus.

* Jamiel Lynch, da CNN, contribuiu para esta reportagem