Casa Branca diz que gostaria da ajuda de Trump para promover vacinação

Autoridades de saúde disseram que o apoio do ex-presidente seria importante para convencer os republicanos a se imunizarem

Kevin Liptak, da CNN
15 de março de 2021 às 15:17 | Atualizado 15 de março de 2021 às 16:15
Donald Trump
Donald Trump
Foto: Carlos Barria/Reuters (13.nov.2020)

A Casa Branca disse que gostaria de receber a ajuda do ex-presidente Donald Trump para promover a vacinação contra Covid-19 aos apoiadores dele, mas citou outras maneiras de convencer os conservadores a tomar a vacina.

"Se o ex-presidente Trump acordasse amanhã e quisesse falar mais sobre a segurança e eficácia da vacina, certamente apoiaríamos isso", disse a secretária de imprensa Jen Psaki em uma coletiva de imprensa nesta segunda-feira (15).

Autoridades de saúde, incluindo Anthony Fauci, chefe do Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas, disseram que a contribuição de Trump na promoção da vacina ajudaria muito a convencer os republicanos a recebê-la. As pesquisas mostram que os republicanos são mais propensos a dizer que estão cautelosos ou que não planejam ser vacinados.

Trump fez pequenos esforços para promover a vacina, inclusive em um discurso no CPAC, mas ele não apareceu em uma campanha de utilidade pública com ex-presidentes que foi veiculada na semana passada.

Psaki observou que esses ex-presidentes - Barack Obama, George W. Bush, Bill Clinton e Jimmy Carter - "não precisaram de um convite gravado" para participarem.

A CNN informou que Trump não foi abordado para se juntar ao anúncio e expressou pouco interesse em se reunir com os antecessores dele para promover a vacina.

Ainda assim, Psaki disse que o governo estava focado em usar "mensageiros confiáveis" para convencer os grupos que estão cautelosos a receberem a vacina.

"O objetivo do presidente é vacinar todos os americanos, não apenas aqueles que votaram nele", disse ela. "Sabemos que precisamos encontrar todos onde estão, e isso inclui os conservadores."

Ela disse que Fauci e Francis Collins, chefe do Instituto Nacional de Saúde, se reunirão com líderes evangélicos na terça-feira (16) para discutir as vacinas e a melhor forma de promovê-las entre essa população.

Ela citou pesquisas que mostram que mais republicanos confiariam em um médico ou profissional de saúde ao decidir se deveriam receber a imunização.

(Texto traduzido, leia o original em inglês)