Alemanha intensifica restrições na Páscoa após aumento de infecções por Covid-19

Chanceler Angela Merkel anunciou proibição de reuniões com mais de 5 pessoas; quase todas as lojas estarão fechadas entre 1º a 5 de abril

Fred Pleitgen, Maija Ehlinger e Angela Dewan, da CNN
23 de março de 2021 às 08:19 | Atualizado 23 de março de 2021 às 08:29

A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, anunciou na terça-feira (23) maior rigidez no lockdown de cinco dias durante a Páscoa, numa tentativa de frear o aumento das infecções pelo novo coronavírus.

Durante o período da Páscoa, de 1º a 5 de abril, está proibido a reunião de mais de cinco pessoas (maiores de 14 anos) e quase todas as lojas estarão fechadas. Os supermercados têm permissão para abrir por apenas um dia, no sábado, 3 de abril.

As medidas gerais de lockdown do país também serão estendidas até 18 de abril, disse Merkel. Os alemães vivem sob vários níveis de restrições desde meados de dezembro.

A autoridade de saúde pública do país relatou que houve, nesta terça-feira (23), 7.485 novas infecções e 250 mortes em um período de 24 horas. O número de infecções diárias é 2 mil casos maior do que há uma semana. Mais de 108 pessoas em cada 100 mil agora são infectadas todas as semanas.

"Sabemos que as atuais medidas de emergência não serão suficientes para interromper o crescimento exponencial", disse Merkel, após longas negociações na noite de segunda-feira (22) em Berlim.

"É por isso que os dias 1º de abril, Quinta-feira Santa, e 3 de abril foram declarados feriados este ano, com restrições de contato e proibição de reuniões de 1º a 5 de abril. Por cinco dias seguidos, o princípio é: vamos ficar em casa ", disse Merkel.

A Alemanha registrou mais de 74 mil mortes de Covid-19 desde o início da pandemia. Segundo Merkel, o país está passando por uma terceira onda de infecções. Seu programa de vacinas, como muitos na União Europeia, tem sido prejudicado pela escassez de suprimentos.

O Reino Unido e a União Europeia (UE) estão envolvidos em uma nova briga por causa das doses da vacina da AstraZeneca/Oxford, com a chefe do bloco, Ursula von der Leyen, supostamente ameaçando bloquear a exportação de um lote de vacinas de uma fábrica na Holanda para o Reino Unido.

Merkel expressou apoio a von der Leyen na segunda-feira.

"A UE é a região que mais exporta neste momento. Apoio a presidente da Comissão [Europeia], Ursula von der Leyen, que deixa bem claro que quando os contratos que foram celebrados conosco não são cumpridos, a situação é obviamente diferente de quando os contratos são cumpridos na íntegra", disse a chanceler alemã.

(Texto traduzido; leia o original em inglês)