Após onda de tiroteios, Biden anuncia medidas contra a violência armada

As ações anunciadas incluem esforços para restringir armas conhecidas como "armas fantasmas", que podem ser construídas usando peças compradas online

Kevin Liptak, da CNN
08 de abril de 2021 às 16:55 | Atualizado 09 de abril de 2021 às 01:16

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciou nesta quinta-feira (8) um pacote de medidas que busca frear uma onda de violência armada no país que ele considerou uma “mancha na nação”. Biden vem sofrendo pressão para agir após uma recente alta no número de tiroteios.

“A violência armada neste país é uma epidemia”, disse Biden no Rose Garden para uma audiência de legisladores e americanos que lutam contra violência armada. "E é uma vergonha internacional".

As ações anunciadas incluem esforços para restringir armas conhecidas como "armas fantasmas", que podem ser construídas usando peças e instruções compradas online. De acordo com Biden, as medidas não interferem no direito da Segunda Emenda de portar armas.

Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden
Foto: Stephen Maturen/Getty Images

 

Apesar do esforço, as ações são limitadas e ficam aquém das medidas que Biden prometeu pressionar o Congresso a tomar. Mesmo assim, cumprem a promessa de tomar medidas de "senso comum", além de regular o uso de braçadeiras de regulação mais pesadas - usadas para tornar o disparo de uma pistola mais preciso - que está diretamente relacionado ao tiroteio de março em Boulder, no Colorado, onde o dispositivo foi usado.

O presidente dos EUA também anunciou que vai nomear o defensor do controle de armas David Chipman para liderar o Bureau de Álcool, Tabaco, Armas de Fogo e Explosivos, que não tem um diretor permanente no cargo desde 2015.

Biden enfatizou ainda que os anúncios são apenas os primeiros passos para lidar com a violência armada e que outras medidas serão implementadas. Ele, no entanto, já expressou incerteza sobre a probabilidade de aprovar novas leis sobre armas.

Nesta quinta, Biden reconheceu a luta persistente para convencer Washington a agir em uma questão aparentemente intratável. "Temos um longo caminho a percorrer", disse ele, "parece que sempre temos um longo caminho a percorrer". Apesar da declaração, ele insistiu que os legisladores devem quebrar o padrão.

"Eles ofereceram muitos pensamentos e orações, mas membros do Congresso não aprovaram uma única nova lei federal para reduzir a violência armada", disse ele. "Chega de orações, é hora de alguma ação."

(Texto traduzido, clique aqui e leia o original em inglês)