China diz que os EUA 'usam a pandemia para perseguir a estigmatização'

Governo chinês critica norte-americanos por seguirem com a teoria de que a Covid-19 teria sido criada em laboratório

Reuters
27 de maio de 2021 às 08:34 | Atualizado 27 de maio de 2021 às 19:23

 

Os EUA não têm interesse em conduzir um estudo científico das origens da Covid-19 e tenta politizar a investigação, disse o Ministério das Relações Exteriores da China nesta quinta-feira (27 de maio), depois que o presidente americano, Joe Biden, ordenou uma revisão da inteligência sobre onde o vírus emergiu.

"O objetivo deles é usar a pandemia para perseguir a estigmatização, manipulação política e transferência de culpa", disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Zhao Lijian, em entrevista coletiva em Pequim.

Enquanto a Organização Mundial da Saúde (OMS) se prepara para iniciar uma segunda fase de estudos sobre as origens da Covid-19, a China está sob pressão para dar aos investigadores mais acesso em meio a alegações de que o SARS-CoV-2 vazou de um laboratório especializado em pesquisa de coronavírus na cidade de Wuhan.

A China negou repetidamente que o laboratório seja o responsável, dizendo que os Estados Unidos e outros países estão tentando se distrair de suas próprias falhas em conter o vírus.

Biden disse na quarta-feira (26 de maio) que as agências de inteligência dos EUA estavam divididas sobre se a Covid-19 "surgiu do contato humano com um animal infectado ou de um acidente de laboratório".

A pandemia matou mais de 3 milhões de pessoas em todo o mundo e atingiu a economia global por causa de bloqueios e outras restrições para diminuir sua propagação. A origem do vírus permanece contestada entre os especialistas. Os primeiros casos conhecidos surgiram na cidade de Wuhan, no centro da China, em dezembro de 2019.

(Produção: Jacinta Goh)

Instituto de Virologia de Wuhan, na China
Foto: Thomas Peter/Reuters (3.fev.2021)