México vive onda de violência em campanha eleitoral; governo minimiza situação

Desde setembro, pelo menos 88 políticos ou candidatos foram assassinados no país, segundo pesquisa. Governo nega os números

Matt Rivers, CNN
04 de junho de 2021 às 12:36

Os mexicanos vão às urnas no próximo domingo (6) para escolher deputados, governadores e prefeitos. Em meio à campanha eleitoral, o México vive uma onda de assassinatos de políticos. 

Dados da Etllekt Consultores mostram que de setembro de 2020 a 25 de maio de 2021, pelo menos 88 políticos ou candidatos foram assassinados no país. Eles representam um fragmento de um total de 565 políticos que foram alvo de algum tipo de crime ou violência.

No entanto, o governo de López Obrador (Movimento Regeneração Nacional) nega os números e diz que, na realidade, eles são menores. Apesar de minimizar, Obrador não chegou a apresentar outra estatística. “É um momento difícil para os candidatos, mas vamos continuar a protegê-los”, disse o presidente mexicano.

Dados da Etllekt Consultores sobre violência contra políticos no México (04-06-2021)
Foto: Reprodução / CNN

O candidato a prefeito de Cajeme, Abel Murrieta, que integrava o Partido Revolucionário Institucional, estava distribuindo panfletos no dia 13 de maio, à luz do dia, em uma rua movimentada, quando foi assassinado a tiros. O principal lema de campanha do político era o combate ao crime organizado.

“Chega de drogas que roubam nossos filhos e destroem as nossas famílias. [...] Vou estabelecer a lei. A minha mão não está tremendo. Eu não tenho medo”, declarou Murrieta em vídeo divulgado um dia antes de morrer. Autoridades estaduais ainda não conseguiram identificar os suspeitos pelo crime.

Em nota, a Organização dos Estados Americanos (OEA) manifestou profunda preocupação com a situação. 

Candidato à prefeitura de Cajena, no México, Abel Murrieta foi assassinado a tiros (04-062021)
Foto: Reprodução / CNN