Haiti: Primeiro-ministro em exercício declara estado de sítio após assassinato

Com a medida, todas as fronteiras do país estão fechadas; militares e a Polícia Nacional do Haiti têm poderes de fazer cumprir a lei

Etant Dupain, Melissa Bell e Stephanie Halasz, da CNN
07 de julho de 2021 às 12:11
Jovenel Moise durante entrevista coletiva em Porto Príncipe
Jovenel Moise, presidente do Haiti, durante entrevista coletiva em Porto Príncipe
Foto: REUTERS/Andres Martinez Casares

O primeiro-ministro interino do Haiti, Claude Joseph, declarou “estado de sítio” no Haiti em uma mensagem à nação, dizendo que não queria que a nação “mergulhasse no caos” após o assassinato do presidente Jovenel Moise na quarta-feira (7).

Joseph disse que a decisão de declarar o “estado de sítio” foi tomada em um conselho extraordinário de ministros reunido na manhã de quarta-feira.

Segundo a lei haitiana, existem três níveis de emergência, começando com um “estado de emergência”, seguido por um “estado de sítio” e, finalmente, o mais alto nível de emergência, que é um “estado de guerra”.

Um estado de sítio significa que todas as fronteiras estão fechadas, bem como a lei marcial temporariamente imposta, com os militares do Haiti e a Polícia Nacional do Haiti (HNP) com poderes para fazer cumprir a lei.

Joseph na declaração diante da câmera apelou aos cidadãos para ficarem calmos. Ele também prometeu levar à justiça os envolvidos no assassinato do presidente.

“Peço a todos que fiquem calmos e lamento muito informar a vocês a morte do presidente. Eu e todos os ministros trabalhamos desde que a notícia foi divulgada e queremos garantir que levaremos os assassinos do presidente à justiça. Por favor, fiquem calmos e deixem as autoridades fazerem o seu trabalho. Não queremos que o país mergulhe no caos. Este é um dia muito triste para nossa nação e para nosso povo ”, disse Joseph.

(Texto traduzido. Leia o original em inglês).