Biden pede ao regime cubano para 'ouvir seu povo e servir às suas necessidades'

'O povo cubano está bravamente fazendo valer os direitos fundamentais e universais', disse o presidente norte-americano

Betsy Klein, da CNN
12 de julho de 2021 às 12:42 | Atualizado 12 de julho de 2021 às 19:05

 O presidente Joe Biden expressou na segunda-feira (12) seu apoio ao povo cubano em meio a raros protestos no país sobre a falta de liberdade e a piora da economia, conclamando o regime do presidente cubano, Miguel Diàz-Canel, a "ouvir seu povo e servir suas necessidades".

"Estamos ao lado do povo cubano e seu clamor por liberdade e alívio das trágicas garras da pandemia e das décadas de repressão e sofrimento econômico a que tem sido submetido pelo regime autoritário de Cuba", disse Biden em um comunicado.

Ele continuou: “O povo cubano está bravamente fazendo valer os direitos fundamentais e universais. Esses direitos, incluindo o direito de protesto pacífico e o direito de determinar livremente seu próprio futuro, devem ser respeitados. Os Estados Unidos exortam o regime cubano a ouvir seu povo e servir às suas necessidades neste momento vital, em vez de enriquecer.”

Os funcionários da Casa Branca estão monitorando de perto os protestos no país, a 90 milhas dos Estados Unidos, com o conselheiro de segurança nacional Jake Sullivan alertando contra o direcionamento dos manifestantes pacíficos.

Milhares de cubanos saíram às ruas no domingo (11) para protestar contra a falta de alimentos e remédios enquanto o país atravessa uma grave crise econômica agravada pela pandemia Covid-19 e as sanções dos EUA.

Muitos gritaram por "liberdade" e pediram a renúncia de Díaz-Canel, informou a Reuters. Vários manifestantes foram presos pela polícia, que usou gás lacrimogêneo para interromper algumas manifestações.

Em comentários transmitidos em rede nacional no domingo, Díaz-Canel culpou as sanções dos Estados Unidos pelas condições econômicas, que Biden não abordou em sua declaração. O governo Trump promulgou algumas das medidas econômicas mais duras contra Cuba em décadas e, até agora, o governo Biden ainda não as suspendeu.

“Os EUA apóiam a liberdade de expressão e reunião em Cuba e condenariam veementemente qualquer violência ou direcionamento a manifestantes pacíficos que estão exercendo seus direitos universais”, tuitou Sullivan na noite de domingo.

(Texto traduzido. Leia o original em inglês.)

O presidente dos EUA, Joe Biden
Foto: Kevin Lamarque/Reuters (4.jun.2021)