Israel muda de estratégia de combate à pandemia em reação à variante Delta

Disparada de casos que obrigou o primeiro-ministro Naftali Bennett a reimpor algumas restrições da Covid-19 e repensar sua estratégia

Maayan Lubell, da Reuters, em Jerusalém
13 de julho de 2021 às 11:06
Jovens caminham em Tel Aviv, em Israel; país já vive período pós-pandemia
Jovens caminham pelas ruas de Tel Aviv, em Israel; país já volta a se preocupar com infecções da Covid-19
Foto: Mostafa Alkharouf - 21.abr.2021/Anadolu Agency via Getty Images

Quatro semanas atrás, Israel comemorava a volta da vida normal em meio à sua batalha contra a Covid-19.

Após uma campanha de vacinação rápida que reduziu as infecções e mortes de coronavírus, os israelenses pararam de usar máscaras e abandonaram todas as regras de distanciamento social.

Foi quando a variante Delta, originária da Índia, mais infecciosa chegou, e com ela uma disparada de casos que obrigou o primeiro-ministro Naftali Bennett a reimpor algumas restrições da Covid-19 e repensar sua estratégia.

Conforme o que ele chama de "supressão suave", o governo quer que os israelenses aprendam a conviver com o vírus, o que envolve adotar o mínimo possível de restrições e evitar um quarto lockdown nacional que poderia causar novos danos à economia.

Como a maioria dos cidadãos de grupos de risco já foi vacinada contra a Covid-19, Bennett está contando que menos pessoas ficarão gravemente doentes quando as infecções aumentarem.

"Implantar a estratégia implicará assumir certos riscos, mas na consideração geral, incluindo fatores econômicos, este é o equilíbrio necessário", disse Bennett na semana passada.

O principal indicador guiando a mudança é o número de casos graves de Covid-19 nos hospitais, atualmente cerca de 45. A implantação envolverá monitorar as infecções, incentivar vacinações, exames rápidos e campanhas de informação sobre máscaras.

A estratégia rendeu comparações com os planos do governo britânico para reativar a economia da Inglaterra depois do lockdown, mas Israel está no processo de reativar algumas limitações, enquanto Londres as descarta.

As restrições reativadas incluem o uso obrigatório de máscaras fora de casa e quarentenas para todas as pessoas chegando a Israel.

A estratégia de Bennett, como a britânica, é questionada por alguns cientistas.

O Ministério da Saúde de Israel prefere uma iniciativa para conter as infecções, disse Sharon Alroy-Preis, chefe de saúde pública da pasta, à Kan Radio no domingo (11).