Protestos de Cuba tiveram grande adesão de jovens, devido às redes sociais

Desabastecimento de suprimentos essenciais é uma das principais razões das manifestações

Marcelo Favalli, da CNN
17 de julho de 2021 às 15:31 | Atualizado 17 de julho de 2021 às 15:50

Na última semana, Havana, capital de Cuba, registou os maiores protestos de rua, desde 1994. Trinta anos separam uma luta de outra, mas por trás de ambas, o desabastecimento continua sendo a principal causa.

Enquanto na década de 1990, a ilha sofreu com a falta de combustível, por conta de crise do Petróleo, agora, a razão da escassez é a pandemia de Covid-19. O turismo ficou paralisado e a arrecadação dos cofres públicos despencou. O setor de serviços, de bares, hotéis e restaurantes, compõe mais de 70% do PIB do país.

Os protestos desta semana tiveram grande adesão dos jovens e, mesmo que o acesso às mídias sociais ainda seja precário em comparação ao de países vizinhos, os atos foram organizados por aplicativos de mensagem on-line.

Para conter a convocação de novas marchas, autoridades cortaram o serviço de internet. Influenciadores chegaram a ser detidos acusados de organizar um levante contra o presidente Miguel Díaz-Canel, que está com a popularidade em baixa.

Manifestantes protestam contra o governo cubano em Havana
Foto: REUTERS/Alexandre Meneghini