Biden ordena revisão de remessas de dinheiro de residentes nos EUA a Cuba

EUA também buscam meios para reestabelecer a internet no país e ajudar o povo cubano; governo da ilha controla setor financeiro e todas as comunicações

Kevin Liptak e Paul LeBlanc, CNN
20 de julho de 2021 às 08:36 | Atualizado 20 de julho de 2021 às 08:42
Presidente dos EUA, Joe Biden
Presidente dos EUA, Joe Biden
Foto: Chip Somodevilla/Getty Images

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, instruiu seu governo a examinar as remessas – a prática dos americanos de transferir dinheiro para seus parentes cubanos – para Cuba após os protestos na ilha. A revisão seria para determinar como os residentes dos Estados Unidos podem enviar dinheiro ao país, disse um alto funcionário do governo norte-americano à CNN.

"Sob a liderança do presidente Biden, os Estados Unidos estão buscando ativamente medidas que apoiem o povo cubano e responsabilizem o regime cubano", disse a autoridade.

O "Grupo de Trabalho sobre Remessas" deverá atuar para "identificar a forma mais eficaz de enviar remessas diretamente ao povo cubano", disse o funcionário.

Biden havia dito na semana passada que acreditava que, nas atuais circunstâncias, as remessas transferidas por americanos acabariam nas mãos do regime. Mas, desde então, ele tem enfrentado pressão para mostrar solidariedade aos manifestantes.

O governo cubano controla o setor financeiro da ilha e todas as comunicações. Impedir que o governo envie dinheiro ou melhore o acesso à Internet é um desafio que outras administrações dos EUA tentaram e não conseguiram superar.

No entanto, a questão cresceu exponencialmente nos últimos dias, juntamente com os maiores protestos na ilha em décadas. Milhares de cubanos saíram às ruas de todo o país neste mês para protestar contra a escassez crônica de produtos básicos, restrições às liberdades civis e como o governo está lidando com o agravamento do surto de coronavírus.

Manifestantes protestam contra o governo cubano em Havana
Foto: REUTERS/Alexandre Meneghini

Embaixada dos Estados Unidos em Havana 

O Departamento de Estado também está revisando seus planos para fortalecer o quadro de funcionários da Embaixada dos Estados Unidos em Havana "para facilitar a participação diplomática, consular e da sociedade civil e uma postura de segurança adequada", disse o funcionário.

A Casa Branca está explorando a possibilidade de punir "as autoridades cubanas responsáveis pela violência, repressão e violações dos direitos humanos contra manifestantes pacíficos em Cuba", disse a autoridade. Os Estados Unidos "intensificarão o envolvimento diplomático com parceiros regionais e internacionais para apoiar as aspirações do povo cubano".

Na semana passada, Biden disse que estava investigando a possibilidade de restaurar o acesso à Internet em Cuba. 

Nesta segunda-feira (19), um funcionário disse que os Estados Unidos "trabalharão em estreita colaboração com o setor privado e o Congresso dos Estados Unidos para identificar opções viáveis para tornar a Internet mais acessível ao povo cubano".

(Esse texto é uma tradução. Para ler o original, em espanhol, clique aqui)