Rubio: 9 mil americanos deixaram Oriente Médio desde o início da guerra

Secretário de Estado americano também informou que Washington auxilia outros cidadãos a deixarem região

Da Reuters
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O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou nesta terça-feira (3) que aproximadamente 9.000 americanos evacuaram o Oriente Médio desde o início dos ataques conjuntos EUA-Israel contra o Irã, enquanto Washington intensifica os esforços para auxiliar cidadãos que desejam deixar a região.

Rubio afirmou que o Departamento de Estado tem implementado ativamente planos de evacuação nas últimas 72 horas, coordenando voos fretados, aeronaves militares e ampliando as opções de voos comerciais em cooperação com as companhias aéreas.

Ele acrescentou que entre 1.500 e 1.600 americanos solicitaram assistência para deixar o país e expressou confiança de que o governo seria capaz de ajudar a todos, embora o fechamento do espaço aéreo pudesse atrasar o processo.

Ele também abordou as notícias de que um drone atingiu um estacionamento adjacente a uma instalação diplomática dos EUA em Dubai, causando um incêndio.

Rubio afirmou que todos os funcionários foram localizados e observou que os Estados Unidos já haviam reduzido o número de funcionários em vários postos diplomáticos na região, incluindo Beirute, Bagdá e Erbil, antes da escalada da tensão.

O secretário de Estado pediu aos americanos que ainda estão na região e precisam de assistência que entrem em contato com o Departamento de Estado, solicitando aos veículos de comunicação que divulguem os números de telefone de emergência e o site do departamento para que as autoridades possam identificar e contatar rapidamente aqueles que buscam evacuação.

O que está acontecendo no Oriente Médio?

Os Estados Unidos e Israel iniciaram no sábado (28) uma onda de ataques contra o Irã, em meio a tensões sobre o programa nuclear iraniano.

O regime dos aiatolás iniciou retaliação contra países do Oriente Médio que abrigam bases militares norte-americanas, entre eles: Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.

No domingo, a mídia estatal iraniana anunciou que seu líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, foi uma das vítimas feitas pelos ataques norte-americanos e israelenses.

Após o anúncio da morte de Khamenei, o Irã ameaçou lançar a "ofensiva mais pesada" da história. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país persa considera se vingar pelos ataques de Israel e dos Estados Unidos como um "direito e dever legítimo".

Em resposta, Trump ameaçou o Irã contra os ataques retaliatórios, dizendo "é melhor que eles não façam isso, porque se fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca antes vista". As agressões entre as partes seguem neste domingo.

Na véspera, Trump já havia afirmado que os ataques contra o Irã vão continuar "ininterruptos durante toda a semana ou pelo tempo que for necessário para alcançarmos nosso objetivo de PAZ EM TODO O ORIENTE MÉDIO E, DE FATO, NO MUNDO!".