ABC News chega em acordo em processo de difamação de Trump por US$ 15 milhões
Emissora deverá pagar o valor a uma instituição de caridade estabelecida pelo presidente eleito dos EUA

A ABC News e o âncora George Stephanopoulos chegaram a um acordo com Donald Trump em seu processo de difamação. A rede pagará US$ 15 milhões a uma instituição de caridade e emitirá um pedido de desculpas.
O acordo foi protocolado publicamente neste sábado (14) e revela que a ABC pagará US$ 15 milhões como contribuição de caridade a uma "fundação presidencial e museu a ser estabelecido pelo ou para o Autor".
A rede também pagará US$ 1 milhão em honorários advocatícios de Trump.
Trump entrou com o processo no tribunal federal da Flórida no início deste ano, argumentando que Stephanopoulos e a ABC News o difamaram quando o âncora disse 10 vezes durante uma entrevista com a deputada republicana Nancy Mace que um júri considerou que Trump havia "estuprado" E. Jean Carroll.
Carroll alegou que Trump a estuprou em uma loja de departamentos em meados da década de 1990 e que ele a difamou quando negou sua alegação. Trump negou todas as irregularidades contra Carroll.
Em 2023, um júri considerou Trump condenado por abuxo sexual o suficiente para responsabilizá-lo por agressão, embora não tenha considerado que Carroll provou que ele a estuprou.
O júri concedeu a Carroll US$ 5 milhões por agressão e difamação. Em janeiro, Carroll recebeu US$ 83,3 milhões adicionais em danos por suas declarações difamatórias depreciando-a e negando suas alegações de estupro.

O júri não considerou que Carroll provou que Trump a estuprou. Em vez disso, um juiz concluiu meses depois, que a alegação de que o republicano a estuprou era "substancialmente verdadeira".
O juiz escreveu em agosto de 2023 que Trump a "estuprou" no sentido mais amplo da palavra, como as pessoas geralmente a entendem, embora não como é estritamente definido pela lei do estado de Nova York.
No processo movido contra a ABC News em março, Trump alegou que as declarações de Stephanopoulos eram "falsas, intencionais, maliciosas e projetadas para causar danos".
O caso foi autorizado a prosseguir em julho, com o juiz se recusando a rejeitar o processo, escrevendo que essas definições eram diferentes o suficiente.
Ele acrescentou que o caso dependeria de "se é substancialmente verdadeiro dizer que um júri (ou júris) considerou (Trump) responsável por estupro por um júri, apesar do veredito do júri expressamente concluir que ele não era responsável por estupro".



