"Açougueiro de Bucha" era alvo de bomba que matou militar russo, diz mídia

Ataque ocorreu dentro de um quartel fechado; Azatbek Omurbekov esteve envolvido no que seria um dos piores massacres de civis cometidos por militares russos na Ucrânia

Ivana Kottasová, Kosta Gak e Anna Chernova, da CNN
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Segundo a mídia russa e ucraniana, bem como blogueiros militares, uma bomba que matou um soldado em uma cidade remota da Rússia provavelmente tinha como alvo um notório comandante russo conhecido como o "Açougueiro de Bucha".

As autoridades russas informaram que o ataque a bomba ocorrido na terça-feira (28) na região leste de Khabarovsk deixou uma pessoa morta e várias feridas.

A mídia russa e blogueiros militares relataram que a pessoa que morreu era um oficial militar com a patente de tenente-coronel e acrescentaram que o ataque ocorreu dentro de um quartel militar fechado.

VChK-OGPU, um conhecido produtor de conteúdo militar russo, afirmou que o verdadeiro alvo era o major-general Azatbek Omurbekov, envolvido em alguns dos piores massacres de civis cometidos por militares russos na Ucrânia.

Omurbekov comandava a 64ª Brigada Independente de Fuzileiros Motorizados da Guarda, que operou na região de Kiev durante as primeiras semanas da invasão russa em grande escala da Ucrânia.

A unidade foi designada criminosa de guerra pelo Ministério da Defesa da Ucrânia após a descoberta de corpos de civis e valas comuns na sequência da retirada das forças russas da região.

Pouco depois do anúncio, o presidente russo Vladimir Putin concedeu à brigada um título honorário.

Posteriormente, toda a unidade e Omurbekov foi sancionada pelos Estados Unidos, pela União Europeia e por cerca de uma dúzia de aliados da Ucrânia pelo envolvimento em "graves violações dos direitos humanos" na Ucrânia.

Um tribunal em Khabarovsk informou na quinta-feira (30) que três pessoas envolvidas no ataque e no que descreveu como "a desestabilização de órgãos governamentais" foram detidas, uma delas à revelia.

A Ucrânia não se pronunciou sobre o ataque.

Se confirmado, Omurbekov seria apenas a mais recente figura de alto escalão das forças armadas e dos serviços de segurança russos a ser alvo de ataques.

Um general russo que atuava como vice-chefe da inteligência militar russa foi baleado e gravemente ferido em Moscou em fevereiro, enquanto outros dois morreram em atentados com carros-bomba na mesma cidade: um em dezembro e outro em abril do ano passado. Autoridades russas apontaram a Ucrânia como responsável.

Kiev não se pronunciou sobre esses incidentes.

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