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    Adolescente morta é identificada após 50 anos nos EUA

    Sandra Young desapareceu na cidade de Portland, no Oregon, no final da década de 1960

    Sandra Young desapareceu no final da década de 1960
    Sandra Young desapareceu no final da década de 1960 Polícia do Oregon

    Dalia Faheidda CNN

    Os restos mortais de uma adolescente de Portland, estado americano do Oregon, que desapareceu no final dos anos 1960, foram identificados através de testes avançados de DNA, mais de 50 anos depois de seu desaparecimento, disseram as autoridades.

    Em 1970, um líder de uma tropa de escoteiros descobriu os restos mortais enterrados em uma cova rasa na Ilha Sauvie, no Oregon. Os investigadores da época não conseguiram identificá-los, mas observaram que o trauma no corpo indicava crime, anunciou a Polícia do Estado de Oregon em um comunicado à imprensa na quinta-feira (22).

    Mais de meio século depois, investigadores, usando técnicas avançadas de DNA, determinaram que os restos mortais eram de Sandra Young, uma estudante da Grant High School em Portland que estava desaparecida desde 1968 ou 1969, segundo a polícia.

    A descoberta do caso ocorreu em janeiro de 2023, quando alguém fez um upload de seu DNA em um banco de dados genealógico da empresa GEDMatch. Ele foi imediatamente reconhecido como um potencial membro distante da família, disse a polícia estadual.

    Os investigadores trabalharam com a família de Sandra para obter amostras adicionais de DNA carregadas no banco de dados e desenvolveram árvores genealógicas, levando à identificação de Young, disseram as autoridades.

    A adolescente, nascida em 25 de junho de 1951, foi vista pela última vez em Portland. Seus restos mortais foram encontrados no extremo norte da Ilha Sauvie, mais de 16 quilômetros ao norte da cidade.

    Ela parecia ser irmã de uma pessoa que carregou sua amostra de DNA no banco de dados, disse a polícia. Familiares disseram às autoridades que acreditavam que Young havia desaparecido de Portland na época em que os restos mortais foram descobertos, de acordo com o comunicado à imprensa.

    O caso marca outro exemplo de como a genealogia genética investigativa – um campo que combina evidências de DNA e genealogia tradicional para encontrar conexões biológicas entre pessoas – está ajudando os detetives a resolver casos arquivados e a identificar restos mortais de pessoas desconhecidas encontrados décadas atrás.

    “Sandra Young recuperou sua identidade após 54 anos”, disse a Dra. Nici Vance, do Gabinete Médico do Estado (ME) de Oregon. “Sua história representa uma quantidade notável de diligência e colaboração entre familiares, detetives, equipe do Oregon State Medical Examiner e nosso laboratório contratado Parabon Nanolabs.”

    O Departamento de Polícia de Portland “foi incentivado a conduzir investigações adicionais para determinar, se possível, as circunstâncias da morte de Sandy Young”, segundo o comunicado.

    Antes de irmã ser encontrada, as autoridades que investigaram o caso e os restos mortais ao longo dos anos conseguiram prever o sexo e, à medida que a tecnologia avançava, previram suas características faciais também em 2021.

    “Este é mais um exemplo das maneiras inovadoras pelas quais o Gabinete do ME e a genealogia genética investigativa podem ajudar os habitantes do Oregon a encontrar o encerramento”, disse Vance. “Esta tecnologia dá aos investigadores a capacidade poderosa de ajudar todas as agências do Oregon na resolução de seus mistérios de casos arquivados.”

    Este conteúdo foi criado originalmente em inglês.

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