África do Sul impõe quarentena nacional após salto nos casos de coronavírus

Casos confirmados foram de 274 para 408

Funcionário pulveriza desinfetante em bancos de uma rodoviária na Cidade do Cabo, África do Sul
Funcionário pulveriza desinfetante em bancos de uma rodoviária na Cidade do Cabo, África do Sul Foto: Mike Hutchings/Reuters (18.mar.2020)

Da CNN, em São Paulo

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A África do Sul decretou quarentena nacional para tentar conter o avanço do novo coronavírus (COVID-19). Nesta segunda (22), os casos confirmados saltaram de 274 para 408 — o país ultrapassou o Egito e se tornou a nação africana mais afetada pelo vírus. 

O presidente Cyril Ramaphosa declarou que a África do Sul precisa aumentar drasticamente suas providências para frear o contágio pela infecção. “Da meia-noite de quinta-feira (26) até a meia-noite de 16 de abril, todos os sul-africanos deverão ficar em casa”, disse.

A população ainda poderá sair de casa para buscar auxílio médico, comprar comida ou coletar auxílios sociais. Profissionais de saúde e segurança serão exceções.

“Enquanto essa atitude terá um impacto considerável no sustento das pessoas, na vida da nossa sociedade e na nossa economia, o custo humano de postergar essa ação seria muito, muito maior”, disse Ramaphosa.

Todos os empreendimentos deverão ficar fechados, a não ser por farmácias, laboratórios, bancos, a bolsa de valores de Johannesburgo, supermercados, postos de combustível e serviços de saúde. Soldados apoiarão a polícia para manter as restrições.

Viajantes que chegaram na África do Sul depois de 9 de março vindos de países de “alto risco” ficarão confinados a seus hotéis até que completem 14 dias de isolamento.

Ramaphosa também anunciou resgates a negócios e um pacote econômico de 3 bilhões de rands (aproximadamente R$ 868 milhões) para a indústria.

A África do Sul tem o maior número de casos confirmados de COVID-19 na África subsaariana, e especialistas em saúde temem que esses pacientes possam sobrecarregar o sistema de saúde nacional se os casos continuarem a subir.

Neste mês, o governo já havia anunciado estado de calamidade pública por conta do vírus e restringido a entrada de passageiros vindos da China, Alemanha, Reino Unido e Estados Unidos.

Coronavírus na África

Passageiros usando máscaras no aeroporto de Luxor, no Egito
Passageiros usando máscaras no aeroporto de Luxor, no Egito (10.mar.2020)
Foto: Mohamed Abd El Ghany/Reuters

Depois da África do Sul, o país mais impactado pela doença no continente é o Egito, com 327 casos confirmados e 14 mortes. Em seguida, vem a Argélia, com 201 casos e 17 mortes.

O Zimbábue fechou todas as suas fronteiras para tráfego de pessoas, exceto cidadãos que estejam retornando, depois da confirmação da primeira morte pelo vírus. Reuniões em público também foram suspensas indeterminadamente.

A Nigéria, o país mais populoso do continente, e a Etiópia fecharam suas divisas terrestres. Nesta segunda, as infecções no Quênia subiram de uma para 16, e no Senegal, de 12 para 79.

Com Reuters

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