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    África do Sul saúda decisão da CIJ que ordena que Israel suspenda ações em Rafah

    Cidade é considerada último refúgio dos palestinos na Faixa de Gaza

    Palestinos deslocados são fotografados ao longo de uma estrada perto de sua tenda improvisada em Rafah, Gaza, em 4 de fevereiro
    Palestinos deslocados são fotografados ao longo de uma estrada perto de sua tenda improvisada em Rafah, Gaza, em 4 de fevereiro Abed Zagout/Anadolu/Getty Images

    David McKenzieXiaofei Xuda CNN

    O governo da África do Sul expressou apoio à decisão da Corte Internacional de Justiça (CIJ) nesta sexta-feira (24) que ordena que Israel “suspenda imediatamente” a ofensiva militar na cidade de Rafah, no sul da Faixa de Gaza.

    “Esta ordem é inovadora, pois é a primeira vez que é feita menção explícita para que Israel suspenda a ação militar em qualquer área de Gaza, desta vez especificamente em Rafah”, avaliou Zane Dangor, diretor-geral do Departamento de Relações Internacionais e Cooperação da África do Sul.

    “Embora legalmente o tribunal não possa usar o termo cessar-fogo, isto é, de fato, um apelo para um cessar-fogo. Ele ordena ao principal partido neste conflito que ponha fim à sua ação beligerante contra o povo da Palestina”, acrescentou Dangor.

    As decisões da Corte Internacional de Justiça são finais e vinculativas, mas ela não possui um mecanismo para aplicá-las. Outras decisões foram ignoradas no passado.

    O governo sul-africano irá abordar o Conselho de Segurança da ONU com a decisão da CIJ para que ela possa ser implementada, incluindo permitir uma investigação independente das acusações de genocídio em Gaza, segundo Dangor.

    “Esta ordem, como outras, é obrigatória, é vinculativa e Israel tem de aderir a elas”, adicionou.

    A África do Sul apresentou um pedido urgente de medidas contra Israel em 10 de maio. Israel foi acusado de usar ordens de desocupação forçada na cidade de Rafah, no sul de Gaza, para “colocar em perigo, em vez de proteger, a vida civil”.

    O pedido fazia parte de um caso mais amplo movido pelo governo sul-africano contra Israel, com acusações de genocídio contra os palestinos durante o conflito que já dura sete meses.