Agência da ONU alerta para aumento da insegurança alimentar no Líbano
Mais de um milhão de pessoas foram deslocadas em todo o país desde o início da guerra na região, segundo diretora do Programa Mundial de Alimentos

O Líbano continua enfrentando uma crise de segurança alimentar em meio aos bombardeios de Israel, segundo a diretora do PMA (Programa Mundial de Alimentos) no país.
“A guerra agrava a fome. O que estamos vendo é muita gente sem saber de onde virá sua próxima refeição”, disse Allison Oman Lawi à jornalista Rosemary Church, da CNN.
Mais de um milhão de pessoas foram deslocadas em todo o Líbano desde o início da guerra na região, afirmou Lawi.
“Estamos vendo muitas famílias com crianças, todas muito assustadas, que estão vivendo em abrigos administrados pelo governo, com amigos e familiares, ou até mesmo em espaços públicos, e que realmente querem voltar para casa", adicionou,
O PMA e o governo libanês estão trabalhando para alimentar as pessoas deslocadas, enquanto o preço da comida dispara e os mercados lutam para abastecer suas prateleiras, relatou Lawi, acrescentando que o problema é particularmente grave no sul do país.
“Esta é uma crise humanitária e precisamos que o mundo entenda que as famílias são as vítimas neste momento”, comentou Lawi.
“O que esperamos agora é uma solução pacífica", concluiu.
Desde o início da guerra, Israel tem atacado alvos que diz pertencerem ao Hezbollah quase diariamente. Mais de 2.000 pessoas foram mortas no Líbano, segundo o Ministério da Saúde do país.
O Hezbollah tem respondido com ataques: o grupo apoiado pelo Irã afirmou ter lançado cerca de 30 foguetes contra comunidades fronteiriças na manhã desta quarta-feira (15).


