Alemanha decide sobre novas restrições da Covid-19 nesta quinta

Chanceler interina Angela Merkel alertou para situação dramática da pandemia no país

Merkel disse que esforço nacional para avanço da vacinação é necessário.
Merkel disse que esforço nacional para avanço da vacinação é necessário. REUTERS/Michele Tantussi

Da Reuters

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A situação da pandemia de Covid-19 na Alemanha é dramática, alertou a chanceler Angela Merkel nesta quarta-feira (17). Ela cobrou por um avanço da vacinação um dia antes de líderes federais e regionais se reunirem para decidir sobre medidas para conter a quarta onda do coronavírus no país.

A Alemanha registrou um recorde de casos diários nesta quarta-feira. Foram 52.826 novas infecções pela Covid-19 – um terço maior em relação à semana anterior. Além disso, 294 pessoas morreram, elevando o total no país para 98.274.

O aumento no número de casos ocorre em um momento difícil na Alemanha, com a conservadora Merkel agindo como chanceler interina enquanto três outros partidos negociam a formação de um novo governo após as eleições parlamentares de setembro.

Merkel disse que um esforço nacional é necessário e apelou aos líderes federais e regionais que se reunirão na quinta-feira (18) para introduzir restrições mais rígidas com base no número de pessoas hospitalizadas semanalmente.

Um rascunho do acordo a ser discutido e obtido pela Reuters estabelece medidas, incluindo obrigar as pessoas a apresentarem para entrada no transporte público e no trabalho um comprovante de vacinação ou recuperação da doença ou um teste negativo para Covid-19, e impor restrições mais rígidas para atividades de lazer.

Além disso, o auxílio financeiro a empresas e pessoas físicas afetadas pela crise poderá ser prorrogado por três meses, até o final de março de 2022.

Merkel apelou aos céticos que ainda não se vacinaram para mudarem de ideia e pediu uma distribuição mais rápida de doses de reforço.

“Se pessoas suficientes forem vacinadas, essa será a saída da pandemia”, disse Merkel em um congresso de prefeitos alemães.

Apenas 68% das pessoas no país mais populoso da Europa estão totalmente vacinadas – abaixo da média na Europa Ocidental devido a uma tradicional hesitação em se vacinar, enquanto apenas 5% da população recebeu a dose de reforço.

Os sociais-democratas, verdes e liberais, que pretendem formar o próximo governo, também proporão medidas para combater a pandemia em um projeto de lei que será levado ao parlamento na quinta-feira.

Isso substituiria os poderes emergenciais do governo, que estão previstos para acabar em 25 de novembro, e fornecem autoridade jurídica nacional para a determinação de restrições. Os conservadores de Merkel querem estender esses poderes.

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