Alunos protestam em Calcutá em apoio ao "movimento das baratas" na Índia

Manifestantes exigiram a renúncia do Ministro da Educação do país, Dharmendra Pradhan

Sunil Kataria, da Reuters
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Membros da Federação de Estudantes da Índia, uma das maiores organizações estudantis ligadas a partidos de esquerda, organizaram um protesto na zona leste de Calcutá na segunda-feira (20), apoiando a manifestação do grupo CJP (Partido Cockroach Janta), conhecido como movimento "das baratas", contra o vazamento de provas.

O movimento CJP surgiu após o vazamento, em maio, das provas do exame nacional de admissão às faculdades de medicina, afetando mais de 2 milhões de estudantes, que tiveram de refazer o teste.

Os estudantes manifestantes exigiram a renúncia do Ministro da Educação da Índia, Dharmendra Pradhan. Sob sua gestão, houve o vazamento de provas cruciais, o que levou ao cancelamento dessas avaliações e gerou grande descontentamento entre os alunos.

Em Calcutá, os estudantes entoaram bordões e críticas direcionadas ao governo, exigindo a saída de Pradhan.

Enquanto isso, na capital Nova Délhi, a polícia usou gás lacrimogêneo e cassetetes contra alguns manifestantes ao tentar dispersar grandes multidões que haviam se reunido para uma marcha em direção ao Parlamento indiano.

A polícia local negou o uso de força excessiva, afirmando que o protesto estava sendo "conduzido de forma profissional".

O movimento ganhou novo fôlego repentinamente depois que as autoridades indianas transferiram o ativista Sonam Wangchuk — que estava em greve de fome — para um hospital público, apesar de sua resistência.

Cerca de 12 estudantes tiraram a própria vida após o vazamento das provas, segundo relatos da imprensa.

Segundo analistas, o CJP reflete a frustração dos jovens indianos com questões como o alto desemprego juvenil e os frequentes vazamentos de provas de exames.