Análise: O acordo de Trump será melhor do que o de Obama?

O memorando prevê o fim do bloqueio dos EUA e a reabertura do Estreito de Ormuz, sem tratar de ambições atômicas de longo prazo

Zachary B. Wolf, da CNN
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já fez anteriormente algumas principais garantias sobre um acordo para encerrar a guerra que ele iniciou com o Irã:

  • Ele garantirá que o Irã nunca poderá ter uma arma nuclear
  • O acordo de Trump será melhor do que o do presidente Barack Obama

Trump comentou esse segundo ponto em uma publicação em sua rede social neste domingo (14).

“O Acordo do Obuma era um caminho para uma arma nuclear para o Irã, dinheiro e tudo mais, um dos piores e mais estúpidos (daí ‘Dumocratas!’) acordos já feitos pelos EUA. Nosso acordo é uma MURALHA contra o Irã jamais ter uma arma nuclear, o completo oposto do Obuma.”

No momento, é impossível fazer uma comparação direta, já que o memorando de Trump anunciado no domingo não é um acordo nuclear de longo prazo, mas sim um entendimento para encerrar a guerra.

Sob Obama, os EUA faziam parte de uma coalizão internacional que chegou a um acordo com o Irã para limitar seu programa nuclear. Monitores internacionais verificaram que o Irã estava cumprindo o acordo, e o país conseguiu acessar sua riqueza petrolífera.

Trump rompeu esse acordo durante seu primeiro mandato. O Irã, posteriormente, também se retirou do pacto e então retomou o enriquecimento de urânio.

O novo acordo de Trump é bastante diferente. Ele prevê o fim das hostilidades entre os países e a reabertura do Estreito de Ormuz. Os Estados Unidos devem encerrar o bloqueio aos portos iranianos, e o Irã permitirá o tráfego marítimo pelo estreito.

Um acordo de longo prazo para conter as ambições nucleares do Irã ainda provavelmente terá de ser negociado.

Trump frequentemente afirma que o acordo de Obama incluiu o transporte de dinheiro dos EUA para o Irã. Na realidade, isso foi o acerto de uma disputa de longa data sobre armamentos que o Irã havia comprado dos EUA antes da Revolução Islâmica.

Resta saber quais elementos financeiros estarão incluídos no acordo de Trump.