Análise: Prisão de Andrew leva monarquia britânica a crise sem precedentes

Ex-príncipe é o integrante de mais alto escalão da família real britânica a ser preso desde o rei Charles I, em 1647

Lauren Said-Moorhouse e Max Foster, da CNN
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A prisão do ex-príncipe Andrew é inédita nos tempos modernos: ele é o integrante de mais alto escalão da família real britânica a ser detido desde o rei Charles I, em 1647 (ele foi executado dois anos depois).

A última vez que um integrante do clã Windsor teve problemas com a lei foi em 2002, quando a princesa Anne, irmã de Andrew, foi processada e multada sob a Lei de Cães Perigosos, depois que seu cachorro atacou duas crianças no Windsor Great Park. Mas, ela não chegou a ser presa pelo ocorrido.

Em uma declaração emitida logo após a prisão do irmão, o rei Charles III afirmou que as autoridades têm seu "apoio e cooperação total e sincero" e que "a lei deve seguir seu curso".

A polícia não revelou o que levou à prisão de Andrew sob suspeita de má conduta em cargo público, mas ele passou uma década como enviado comercial do Reino Unido, período durante o qual teria repassado documentos confidenciais ao criminoso sexual condenado Jeffrey Epstein.

Na época, ele ainda era príncipe e um integrante sênior e ativo da família real, representando o monarca.

Não era esperado que a polícia avisasse o rei com antecedência sobre a prisão, que ocorreu em uma propriedade dentro da residência privada do monarca em Sandringham.

A prisão, obviamente, não indica culpa, mas marca mais um momento extraordinário na queda de Andrew, que vem ocorrendo há vários anos, em decorrência da controvérsia sobre suas ligações com Epstein.

O ex-príncipe não se manifestou publicamente sobre as últimas alegações que surgiram após o Departamento de Justiça dos EUA divulgar milhões de documentos relacionados a Epstein.

Ele negou repetidamente todas as alegações de irregularidades e afirmou que nunca testemunhou ou suspeitou de qualquer comportamento do qual Epstein foi acusado.

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