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    Âncora da CNN mostra tanques israelenses se posicionando na fronteira de Israel com Gaza

    Israel ordenou que 1,1 milhão de palestinos em Gaza se desloquem para o sul nas próximas 24 horas, sugerindo que uma ofensiva terrestre dos militares israelenses em território palestino está próxima

    Da CNN

    A âncora da CNN Erin Burnett está na fronteira de Gaza com Israel e mostra os tanques do Exército israelense se posicionando. Na manhã desta sexta-feira (13), Israel ordenou que 1,1 milhão de palestinos em Gaza se desloquem para o sul do enclave nas próximas 24 horas, sugerindo que uma ofensiva terrestre dos militares israelenses em território palestino está próxima.

    Burnett explica que os tanques de guerra e os militares israelenses parecem estar se reorganizando e se preparando para entrar no território da Faixa de Gaza, com cada vez mais reservistas chegando na área. São mais de 300 mil reservistas convocados pelas Forças de Defesa de Israel próximos à fronteira.

    “Eles estão prontos e estão se posicionando”, relatou a âncora da CNN sobre a possibilidade de um ataque israelense por terra.

    ONU alerta para “consequências humanitárias devastadoras”

    “As Forças de Defesa de Israel (FDI) pedem a evacuação de todos os civis da cidade de Gaza de suas casas ao sul para sua própria segurança e proteção e mudança para a área ao sul de Wadi Gaza”, disseram as Forças de Defesa de Israel no comunicado que ordenou a evacuação.

    Entretanto, a Organização das Nações Unidas (ONU) afirmou que é “impossível” que isso seja feito “sem consequências humanitárias devastadoras”.

    “As Nações Unidas apelam veementemente para que qualquer ordem deste tipo, se confirmada, seja cancelada, evitando o que poderia transformar o que já é uma tragédia em situação calamitosa”, alertou o porta-voz da ONU, Stephane Dujarric, em comunicado.

    Dujarric também ressaltou que a ordem dos militares israelenses também se aplica a todos os funcionários da ONU e àqueles abrigados nas instalações da organização, incluindo escolas, centros de saúde e clínicas.

    O embaixador de Israel na ONU, Gilad Erdan, disse que a resposta ONU é “vergonhosa”, e que a Organização deveria se concentrar em condenar o Hamas.

    Mais de 3 mil mortos no conflito

    O ataque terrorista do grupo radical islâmico Hamas contra Israel no último sábado (7) matou ao menos 1.300 pessoas até o momento e é o pior ataque contra civis na história de Israel.

    Israel respondeu colocando Gaza, onde vivem 2,3 milhões de pessoas, sob cerco, dizendo que “não haverá eletricidade, água ou combustível” até que o Hamas devolva os reféns capturados. O país também está realizando bombardeios, que destruíram bairros inteiros, na Faixa de Gaza. Mais de 1.800 palestinos foram mortos, segundo o Ministério da Saúde palestino.

    Veja mais: Mesmo com aviso de Israel; Hamas insiste para que população fique em Gaza

    *Publicado por Fernanda Pinotti