Após deixar UTI, Boris Johnson diz que ‘deve a vida’ a médicos

Premiê britânico segue internado por conta do novo coronavírus

O premiê do Reino Unido, Boris Johnson
O premiê do Reino Unido, Boris Johnson Foto: Leon Neal/Pool/Reuters

Ivana Kottasová e Bianca Nobilo,

da CNN

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O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, emitiu um comunicado na noite deste sábado (11) agradecendo à equipe do Serviço Nacional de Saúde do Hospital St. Thomas que o atende em tratamento contra o coronavírus. “Não posso agradecer o suficiente. Devo minha vida a eles”, escreveu o premiê segundo a Associação de Imprensa do Reino Unido. 

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Esta é a primeira declaração conhecida do primeiro-ministro desde que ele deu entrada no hospital no último domingo. 

Johnson anunciou que testou positivo para o novo coronavírus em 27 de março. Inicialmente ele afirmou que estava com “sintomas leves” e continuaria liderando o país, enquanto se isolava em seu apartamento em Downing Street.

Dez dias depois, porém, o político de 55 anos teve que ser encaminhado ao Hospital St. Thomas, em Londres. Ele foi transferido para uma unidade de terapia intensiva (UTI) no dia seguinte após sua condição deteriorar. 

Johnson passou três noites na UTI e recebeu “tratamento padrão de oxigênio”, segundo seu porta-voz, mas não necessitou de ventilação mecânica ou invasiva.

Ele deixou a unidade de terapia intensiva na quinta-feira à noite. Na sexta-feira, um porta-voz disse que o primeiro-ministro “era capaz de fazer pequenas caminhadas” entre os períodos de descanso e agradeceu aos funcionários.

Ele “está de muito bom humor”, acrescentou o porta-voz.

Meio-irmão critica tratamento

No sábado, um meio-irmão de Boris Johnson criticou o tratamento médico que o primeiro-ministro recebeu antes de ser internado no hospital.

“Pelo que eu entendi, e eu não estava lá, ninguém pediu a um médico para examiná-lo constantemente, por mais de dez dias”, disse Max Johnson sobre o tempo que seu irmão permaneceu em isolamento por conta própria.

Em comunicado à CNN, Max Johnson declarou que, embora estivesse agradecido pelos cuidados que seu irmão recebeu do Serviço Nacional de Saúde, ele não estava satisfeito com os eventos que levaram à sua hospitalização.

“Ele testou positivo, então não havia dúvida do que passava. A palavra ‘confusão’ vem à mente”, disse Johnson. “Qual é o sentido de ter um guarda-costas e não ter um médico? O Gabinete do Primeiro Ministro precisa de melhor proteção.”

Em resposta aos comentários de Max Johnson, a Downing Street (residência oficial dos premiês britânicos) descreveu a saúde do primeiro-ministro como um “assunto privado”, acrescentando que seria “impreciso” sugerir que Boris Johnson não havia sido examinado fisicamente por um médico antes de entrar no hospital.

Outras autoridades do país expressaram gratidão por todo o cuidado que Boris Johnson teve dos médicos do Serviço Nacional de Saúde.

Hospitalização abalou o país

A força com que a COVID-19 atingiu o primeiro-ministro surpreendeu muitos no Reino Unido. Johnson é conhecido por sua personalidade animada, então a ideia de tê-lo incapacitado abalou a nação.

Desejos de melhoras vieram até mesmo da oposição, com manifestação de adversários na torcida para que ele se recuperasse rapidamente.

Enquanto isso, os líderes da equipe que combate o coronavírus no país disseram que a hospitalização de Johnson era um lembrete de quão perigoso o vírus pode ser. O estado de saúde do premiê foi utilizado em campanhas que pediram aos britânicos que permanecessem em casa durante a Páscoa. 

Até sábado, 9.875 pessoas morreram no Reino Unido após testes positivos para o coronavírus, de acordo com uma contagem do Departamento de Saúde e Assistência Social. Quase 79.000 testaram positivo.

 

 

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