Após recorde de Covid na Alemanha, Merkel pede a não vacinados que “reconsiderem”

"Temos semanas difíceis à frente, e vocês podem ver que estou muito preocupada", disse chanceler alemã em vídeo. País atingiu maior taxa de incidência da doença a cada 100 mil habitantes

Chanceler alemã, Angela Merkel
Chanceler alemã, Angela Merkel Foto: Reuters

Victoria Walderseeda Reuters

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A chanceler alemã Angela Merkel pediu às pessoas não vacinadas que reconsiderem sua decisão, em mensagem por vídeo neste sábado (13), no momento em que a taxa de incidência de sete dias do coronavírus no país subiu para o nível mais alto desde que a pandemia começou.

“Temos semanas difíceis à frente, e vocês podem ver que estou muito preocupada”, disse Merkel em sua transmissão semanal por vídeo. “Eu peço urgentemente a todos que ainda não foram vacinados: por favor, reconsiderem.”

A taxa de incidência da Covid-19 nos últimos 7 dias – o número de pessoas infectadas a cada 100 mil habitantes – atingiu 277,4 neste sábado, informou o Instituto Robert Koch. Este é um recorde até então: a maior taxa durante a pandemia havia sido registrada em dezembro de 2020 e era de 197,6.

O governo alemão e lideranças políticas de 16 estados devem se reunir na próxima semana para debater medidas mais rígidas de controle, apesar dos três partidos que negociam atualmente a formação de um novo governo concordarem com a expiração do “estado de emergência” – ao qual o país está submetido desde o começo da pandemia – no próximo dia 25 de novembro.

“Sempre ajudou quando o governo federal e os estados se uniram para trabalhar em conjunto a fim de uniformizar as regras”, disse Merkel.

O Exército alemão está se preparando para mobilizar 12 mil soldados até o Natal para ajudar os serviços de saúde sobrecarregados, informou o jornal “Der Spiegel”, e fornecerá vacinas de reforço e testes em casas de repouso e hospitais.

O Exército não estava imediatamente disponível para comentar.

A Europa se transformou novamente no epicentro da pandemia, o que faz governos reavaliarem a imposição dos impopulares lockdowns há dias do Natal e debaterem se apenas as vacinas, sozinhas, são o suficiente para combater a Covid-19.

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