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    Assessores de política externa de Trump se reúnem com Netanyahu, diz fonte

    Um dos principais objetivos da viagem seria obter uma melhor compreensão da complexa situação política interna de Israel

    Primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, no Parlamento israelense em Jerusalém
    Primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, no Parlamento israelense em Jerusalém 14/06/2023 REUTERS/Ronen Zvulun

    Gram Slatteryda Reuters

    Washington

    Três ex-autoridades de política externa do governo de Donald Trump se reuniram com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e outras figuras públicas em Israel nesta segunda-feira (20), disse à Reuters uma pessoa com conhecimento direto do assunto.

    A delegação foi composta por Robert O’Brien, o quarto e último conselheiro de segurança nacional de Trump, além do ex-embaixador americano nos Emirados Árabes John Rakolta e o ex-embaixador na Suíça Ed McMullen, compartilhou a fonte à Reuters , que solicitou anonimato visto que a viagem não era de conhecimento público.

    Além de Netanyahu, a delegação se encontrou com o líder da oposição israelense, Yair Lapid, e várias outras autoridades israelenses, afirmou a fonte.

     

     

    Um dos principais objetivos da viagem era obter uma melhor compreensão da complexa situação política interna de Israel, segundo a fonte.

    A coalizão de Netanyahu está tomada por divergências internas, com muitos israelenses culpando o governo por não ter conseguido impedir o ataque do Hamas em 7 de outubro.

    Este é um caso raro de aliados de Trump viajando ao exterior em uma delegação organizada para se reunir com autoridades estrangeiras.

    A viagem aconteceu em momento que as relações entre Israel e o governo do presidente dos EUA, Joe Biden, estão tensas devido à conduta israelense na guerra em Gaza.

    Nesta segunda-feira (20), o promotor da Tribunal Penal Internacional em Haia disse que solicitou mandados de prisão contra Netanyahu, seu chefe de Defesa e três líderes do Hamas por supostos crimes de guerra.

    Líderes israelenses e palestinos rejeitaram acusações de crimes de guerra e representantes dos dois lados criticaram a medida.

    Mais de 35.000 palestinos foram mortos na ofensiva de sete meses de Israel contra a Faixa de Gaza, segundo autoridades de saúde do enclave governado pelo Hamas.

    A guerra começou quando militantes do Hamas atacaram Israel em 7 de outubro, matando 1.200 pessoas e sequestrando outras 253, das quais bem mais de 100 continuam em cativeiro em Gaza até onde se sabe, segundo contagens israelenses.

    Não ficou claro o que a delegação de aliados do ex-presidente discutiu com os israelenses. A fonte que falou com a Reuters afirmou que o grupo não estava agindo a pedido do ex-presidente e não tinha nenhuma mensagem para entregar às autoridades israelenses.

    “Mas todos servem como conselheiros informais de Trump, e o ex-presidente provavelmente receberá um relatório das reuniões”, acrescentou a pessoa.

    O candidato republicano ocasionalmente criticou Israel pela sua operação em Gaza e culpou Netanyahu por não conseguir impedir o ataque de 7 de outubro. Mas Trump se apresenta como um aliado mais próximo a Israel do que o democrata Biden, seu adversário na eleição de 5 de novembro.

    A Casa Branca se recusou a comentar ao ser questionada sobre a reunião.

    O gabinete do primeiro-ministro israelense não respondeu a um pedido por comentários em um primeiro momento.