Associação pede que Venezuela volte atrás após revogar licenças aéreas
Nesta quinta (27), a autoridade de aviação civil venezuelana anulou as licenças das companhias: Iberia, TAP, Avianca, Latam Colombia, Turkish Airlines e Gol

A Associação de Transporte Aéreo Internacional (IATA) solicitou ao governo venezuelano que reconsidere a revogação de licenças aéreas nesta quinta-feira (27).
Mais cedo, a autoridade de aviação civil do país revogou as licenças das companhias: Iberia, TAP, Avianca, Latam Colombia, Turkish Airlines e Gol.
A anulação foi impostas às companhias aéreas internacionais após elas suspenderem os voos para o país em decorrência de um alerta da FAA (Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos, na sigla em inglês) sobre uma "situação potencialmente perigosa" ao sobrevoar a Venezuela.
O comunicado da associação detalha que a suspensão temporária de voos aconteceu após alertas de segurança aérea por parte dos Estados Unidos e da Espanha.
"As linhas aéreas priorizam a proteção dos passageiros e de suas tripulações, evitando operar em zonas com risco elevado".
Segundo a associação, as companhias aéreas se comprometeram a reestabelecer o serviço de maneira eficiente e segura após a normalização da situação.
Mais cedo, o governo venezuelano acusou as companhias aéreas de "uniram-se às ações de terrorismo de Estado promovidas pelos Estados Unidos" ao suspenderem "unilateralmente" os voos comerciais.
Tensão entre EUA e Venezuela
A revogação das licenças aéreas acontece em meio a um grande reforço militar na região, incluindo o posicionamento do maior porta-aviões da Marinha dos EUA, pelo menos oito outros navios de guerra e caças F-35.
Os EUA intensificaram as operações contra embarcações suspeitas de tráfico de drogas na costa da Venezuela em setembro.
Ao todo, 21 ataques foram lançados a barcos no Caribe e no Pacífico, matando 83 pessoas.
Washington já reuniu cerca de 15 mil militares na região, junto com mais de uma dúzia de navios de guerra.
A Reuters informou no sábado que os EUA estavam prestes a lançar uma nova fase de operações relacionadas à Venezuela nos próximos dias, citando quatro autoridades americanas.
Duas das autoridades disseram que operações secretas provavelmente serão a primeira parte da nova ação contra Maduro.
Maduro, no poder desde 2013, afirmou que Trump está tentando derrubá-lo e que os cidadãos venezuelanos e os militares resistirão a qualquer tentativa nesse sentido.


