Ataque aéreo deixa ao menos 70 mortos e 130 feridos no Iêmen

Tensão aumenta na região após Abu Dhabi, nos Emirados Árabes, ter sido atingida por ataques de grupo iemenita na segunda-feira

Imagens mostram construções destruídas após ataque aéreo no Iêmen
Imagens mostram construções destruídas após ataque aéreo no Iêmen Reprodução/Reuters

Celine AlkhadiMostafa Salemda CNN*

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Um ataque aéreo no Iêmen matou ao menos 70 pessoas e deixou 130 feridos nesta sexta-feira (21), segundo informações da organização Médicos Sem Fronteiras. Outra entidade, a Save The Children, apontou que três crianças foram vitimadas no ataque.

A região atingida foi um centro de detenção provisório na província de Saada. Os trabalhadores de resgate ainda estavam retirando corpos dos escombros por volta do meio-dia (horário local) após o ataque, que foi realizado no início da manhã.

Um outro ataque também realizado nesta sexta teria atingido um prédio de telecomunicações na cidade de Hodeidah, o que causou um blackout nacional de internet, afirmou a NetBlocks, uma organização que rastreia interrupções no fornecimento de rede.

Nenhum grupo reivindicou o ataque até o momento, mas o grupo rebelde Houthi, que é apoiado pelo Irã, culpabilizou a coalizão Saudita. A CNN pediu nota para a coalização e aguarda retorno.

Uma coalizão militar liderada pela Arábia Saudita intensificou os ataques aéreos sobre o que diz serem alvos militares Houthi, especialmente após o movimento, alinhado com o Irã, ter conduzido um ataque sem precedentes aos Emirados Árabes Unidos na segunda-feira (17), e outros lançamentos de mísseis e drones transfronteiriços em cidades sauditas.

O canal de televisão Houthi-run Al Masirah disse que dezenas de pessoas haviam sido mortas e feridas no ataque em Saada. As imagens mostravam homens tentando remover escombros usando as mãos para alcançar presos e feridos para levá-los ao hospital al-Jamhuri.

Apesar da guerra do Iêmen, migrantes do Chifre da África ainda vão para lá a caminho da Arábia Saudita ou de estados ricos do Golfo.

O enviado das Nações Unidas para o Iêmen, Hans Grundberg, expressou grande preocupação com a escalada militar e apelou a ambos os lados para “exercer a máxima contenção”.

*Com informações da Reuters

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