Ataque israelense mata um soldado libanês e deixa cinco feridos
Ofensiva de Israel atingiu um posto de controle do exército em Ameriyeh, no Líbano

Um soldado libanês foi morto e outros cinco ficaram feridos "em consequência de um ataque israelense direto a um posto de controle do exército em Ameriyeh, na estrada Qlileh-Tiro", informou o exército libanês em um comunicado nesta segunda-feira (30).
Entre os feridos está um oficial que sofreu ferimentos moderados, disse o exército.
"Este ataque ocorre no contexto da ofensiva contínua de Israel contra o Líbano, que resultou em mortes e ferimentos entre militares e civis", acrescentou o comunicado.
O ataque também ocorre após a morte de dois soldados indonésios da ONU no sul do Líbano desde o fim de semana, de acordo com autoridades indonésias e da ONU, enquanto as forças israelenses bombardeavam partes do país durante a noite.
Em resposta à morte do soldado libanês, as IDF (Forças de Defesa de Israel) disseram que tropas estavam operando em uma área "de onde lançamentos foram identificados no início do dia".
"Tropas da IDF atiraram em suspeitos identificados na área e os impactos foram confirmados", disseram as IDF, acrescentando que os "suspeitos" foram posteriormente identificados como soldados das forças armadas libanesas.
“A organização terrorista Hezbollah posiciona sistematicamente seus recursos em meio a populações civis e nas proximidades do Exército Libanês e de posições da ONU”, acrescentou o comunicado das Forças de Defesa de Israel.
Aumento do número de mortos no Líbano
Pelo menos 1.247 pessoas foram mortas em ataques israelenses no Líbano desde 2 de março, informou hoje o Ministério da Saúde do país em uma atualização.
Pelo menos 124 crianças estão entre os mortos, segundo o ministério.
O que está acontecendo no Oriente Médio?
Os Estados Unidos e Israel estão em guerra com o Irã. O conflito teve início no dia 28 de fevereiro, quando um ataque coordenado entre os dois países matou o líder supremo do país, Ali Khamenei, em Teerã.
Diversas autoridades do alto escalão do regime iraniano também foram mortas. Além disso, os EUA alegam ter destruído dezenas de navios do país, assim como sistemas de defesa aérea, aviões e outros alvos militares.
Em retaliação, o regime dos aiatolás fez ataques contra diversos países da região, como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã. As autoridades iranianas dizem que têm como alvo apenas interesses dos Estados Unidos e Israel nessas nações.
Mais de 1.750 civis morreram no Irã desde o início da guerra, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, que tem sede nos EUA. A Casa Branca, por sua vez, registrou ao menos 13 mortes de soldados americanos em relação direta aos ataques iranianos.
O conflito também se expandiu para o Líbano. O Hezbollah, um grupo armado apoiado pelo Irã, atacou o território israelense em retaliação à morte de Ali Khamenei. Com isso, Israel tem realizado ofensivas aéreas contra o que diz ser alvo do Hezbollah no país vizinho. Centenas de pessoas morreram no território libanês desde então.
Com a morte de grande parte de sua liderança, um conselho do Irã elegeu um novo líder supremo: Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei. Especialistas apontam que ele não fará mudanças estruturais e representa continuidade da repressão.
Donald Trump mostrou descontentamento com essa escolha, a classificando como um "grande erro". Ele havia dito que precisaria estar envolvido no processo e pontuou que Mojtaba seria "inaceitável" para a liderança do Irã.
(Com informações de Dana Karni, Billy Stockwell, Charbel Mallo e Catherine Nicholls, da CNN)



