Ataque na Austrália: testemunha da CNN ouviu tiros na praia e viu correria

Praia estava lotada de pessoas, incluindo famílias com crianças e banhistas que aproveitavam a água após um dia quente de verão

Hilary Whiteman, da CNN
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Amy Gunia, repórter da CNN, tinha acabado de chegar a Sydney vinda de Hong Kong na manhã deste domingo (14) para passar férias em família com o marido, o filho pequeno e o bebê.

A praia estava lotada de pessoas, incluindo famílias com crianças e banhistas que aproveitavam a água após um dia quente de verão.

A família dela tinha acabado de jantar cedo em North Bondi e estava voltando para o sul, passando pelo Bondi Pavilion, quando ouviu "estalos". Era um ataque a tiros que deixou pelo menos 16 pessoas mortas e 40 hospitalizadas, de acordo com a polícia de Nova Gales do Sul.

“Eu meio que me virei pensando que talvez fossem fogos de artifício ou alguma comemoração”, disse Gunia.

“Estávamos com duas crianças em carrinhos de bebê e vimos pessoas correndo perto do pavilhão. Rapidamente, tudo virou uma situação de pânico, com todo mundo correndo e os carros passando em alta velocidade – uma espécie de pânico coletivo.”

“Paramos por um instante antes de fazer qualquer coisa… porque pensei: isto é a Austrália. Isso não costuma acontecer por aqui”, disse ela.

"Nós simplesmente ficamos parados, nos viramos e olhamos para ver, tentando entender o que estava acontecendo. Mas as pessoas que estavam um pouco mais perto estavam correndo, e correndo muito rápido."

“Então, por excesso de cautela, decidimos correr também, e corremos morro acima para nos afastarmos do barulho o mais rápido possível.”

Eles tiraram os sapatos e carregaram os carrinhos de bebê escada acima até o Airbnb para poderem se isolar. Os dados do rastreador de atividades físicas do marido indicavam que eles começaram a correr às 18h40, horário local.

Enquanto ela falava ao telefone com a CNN por volta das 20h, horário local, helicópteros ainda sobrevoavam o local.