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    “Ataque partidário velado”, diz presidente da Câmara dos EUA sobre decisão contra Trump

    Ex-presidente se tornou inelegível no Colorado após decisão da Suprema Corte estadual

    Presidente da Câmara dos Deputados, Mike Johnson
    Presidente da Câmara dos Deputados, Mike Johnson 14/11/2023REUTERS/Elizabeth Frantz

    Alayna TreeneVeronica StracqualursiAli Mainda CNN

    O presidente da Câmara dos Estados Unidos, Mike Johnson, disse que a decisão da Suprema Corte do Colorado de impedir Donald Trump de disputar as eleições primárias no estado “nada mais é do que um ataque partidário velado”. Ele ressaltou que os eleitores deveriam poder decidir o candidato.

    “Independentemente da filiação política, não deve ser negado a cada cidadão registado para votar o direito de apoiar o nosso ex-presidente e o indivíduo que é o líder em todas as sondagens das primárias republicanas”, pontuou Johnson.

    A presidente do Comitê Nacional Republicano, Ronna McDaniel, também atacou a decisão do Colorado. Ela chamou a medida de “interferência eleitoral” em uma postagem no X, e disse que a equipe jurídica do partido “espera ajudar a lutar pela vitória”.

    Pré-candidatos republicanos reagem

    A pré-candidata presidencial do Partido Republicano Nikki Haley disse que as decisões eleitorais não devem ser deixadas aos tribunais.

    “Não precisamos de juízes para tomar estas decisões, precisamos de eleitores para tomar estas decisões. Então, quero ver isso nas mãos dos eleitores. Vamos vencer isso da maneira certa. Faremos o que for preciso, mas a última coisa que queremos é que os juízes nos digam quem pode ou não estar nas urnas”, afirmou.

    O governador da Flórida, Ron DeSantis, pediu à Suprema Corte dos EUA que reverta a decisão do Colorado.

    “A esquerda invoca a ‘democracia’ para justificar o uso do poder, mesmo que isso signifique abusar do poder judicial para retirar um candidato do escrutínio com base em fundamentos jurídicos espúrios. SCOTUS [sigla para a Suprema Corte dos EUA] deveria reverter [a decisão]”, postou DeSantis no X.

    Vivek Ramaswamy classificou a decisão do tribunal como um “verdadeiro ataque à democracia”.

    Em uma postagem no X, Ramaswamy prometeu se retirar das primárias do Partido Republicano no Colorado, a menos que Trump possa participar das urnas.

    Ele apelou a outros candidatos para que façam o mesmo, argumentando, que, caso contrário, “estão endossando tacitamente esta manobra ilegal que terá consequências desastrosas para o nosso país”.

    “A decisão de hoje é a mais recente tática de interferência eleitoral para silenciar os oponentes políticos e inclinar a eleição para qualquer fantoche que os democratas apresentem desta vez, privando os americanos do direito de votar no candidato de sua escolha”, escreveu ele.

    Chris Christie, por sua vez, não quis comentar diretamente a decisão, pois disse que ainda não a leu. Mas ele comentou que, em geral, que acredita que seria “ruim para o país” se Trump fosse impedido de participar da votação por uma decisão legal, acrescentando que ainda não houve um julgamento criminal que prove que Trump incitou uma insurreição.

    “Mas o que direi é o seguinte: não acredito que Donald Trump deva ser impedido de ser presidente dos Estados Unidos por qualquer tribunal. Acho que ele deveria ser impedido de ser presidente dos Estados Unidos pelos eleitores deste país”, colocou.

    Aliados de Trump também atacam decisão

    O ex-secretário de Habitação e Desenvolvimento Urbano de Trump, Ben Carson, afirmou que o Colorado “decidiu privar o povo de seu estado ao optar por remover Donald Trump das urnas”.

    A presidente do Partido Republicano, Elise Stefanik, classificou a decisão como “interferência eleitoral sem precedentes, constante e ilegal”.

    O deputado da Flórida Matt Gaetz, que fez campanha para Trump em Iowa na sexta-feira, afirmou no X que a decisão foi exempo “do que os ditadores fazem”, repetindo uma frase usada pela campanha de Trump ao arrecadar fundos com base na decisão do tribunal.

    A candidata ao Senado do Arizona, Kari Lake, rotulou os juízes de “partidários”, chamando a decisão de “interferência eleitoral histórica”.