Ataques da Ucrânia deixam mortos e feridos em diferentes regiões da Rússia
Dezenas de outras pessoas ficaram feridas e instalações de energia foram atingidas, segundo autoridades russas
Pelo menos duas pessoas morreram, incluindo uma criança de três anos, em ataques ucranianos durante a madrugada no sul da Rússia e na Crimeia, informaram autoridades nesta quinta-feira (23).
O governador da Crimeia, Sergei Aksyonov afirmou que uma pessoa morreu e outras quatro ficaram feridas, entre elas duas crianças.
A queda de destroços de um drone provocou um incêndio na casa de um menino de três anos no sul de Moscou, causando a morte do garoto, segundo o governador regional Alexander Gusev.
Um jovem de 19 anos sofreu ferimentos leves no ataque, que também danificou o telhado de um galpão e de outros edifícios.
A leste de Moscou, drones ucranianos atacaram uma instalação de energia, que segundo o governador da região de Ulyanovsk, pegou fogo.
O Ministério da Defesa da Rússia informou que suas unidades de defesa aérea derrubaram 223 drones ucranianos durante a noite.
Onda de ataques
Ataques de drones ucranianos mataram pelo menos oito pessoas em armazéns na Rússia, segundo autoridades regionais.
Sete das vítimas fatais trabalhavam em um centro de distribuição em Kotovsk, na região de Tambov. A oitava morte ocorreu em um centro semelhante em Elektrostal, na região de Moscou.
Estes são os ataques ucranianos mais letais registrados em território russo em mais de dois anos.
Ambas as instalações atingidas pertenciam à Wildberries, uma grande varejista online russa. A Ucrânia afirma que os locais eram utilizados para a fabricação de drones.
Vinte e cinco pessoas ficaram feridas — sete delas em estado crítico — no ataque em Tambov, segundo o governador da região, Yevgeniy Pervyshov.
Os drones "estavam equipados com ogivas projetadas para causar um número maior de baixas", alegou Pervyshov, acrescentando que 28 deles foram abatidos.
Além do homem morto na instalação de Elektrostal, 37 pessoas ficaram feridas, oito delas com gravidade, segundo Andrey Vorobiev, governador da região de Moscou.
A Ucrânia admitiu ter realizado os ataques.


