Ativistas da flotilha denunciam maus-tratos após detenção em Israel

Israel já deportou pelo menos 170 dos mais de 450 ativistas detidos no conjunto de embarcações que partiu rumo a Gaza no final de agosto

Reuters
Flotilha levando ajuda destinada a Gaza no mar perto da Grécia
Flotilha levando ajuda destinada a Gaza no mar perto da Grécia  • REUTERS/Stefanos Rapanis
Compartilhar matéria

Ativistas espanhóis da flotilha de ajuda humanitária de Gaza que chegaram no domingo (5) a Madri após retornarem de Tel Aviv, alegaram maus-tratos e violação de direitos por parte das autoridades israelenses. 

Enquanto os membros da flotilha eram recebidos com aplausos e abraços na chegada, eles disseram que lhes foram negados medicamentos, contato com advogados e familiares, assistência consular e sofreram abusos de policiais depois de serem presos. 

"Quase não conseguia respirar porque colocaram algo no meu rosto e amarraram minhas mãos às costas", disse o ativista holandês Marco Tesh.

A flotilha, que iniciou sua missão no final de agosto, marcou a mais recente tentativa de ativistas de desafiar o bloqueio naval israelense ao território onde Israel vem realizando uma ofensiva desde o ataque do Hamas em outubro de 2023.

Em contrapartida, Israel afirma que o bloqueio é legal e chamou a flotilha de provocação.

 

Israel já deportou pelo menos 170 dos mais de 450 ativistas detidos.

O governo tem enfrentado acusações de maus-tratos, incluindo alegações de que alguns ativistas tiveram acesso negado a seus advogados — alegações que o Ministério das Relações Exteriores nega.