Atlas: No Brasil, 58% aprovam operação dos EUA na Venezuela; 41% desaprovam

Levantamento ouviu 11.285 pessoas em países da América Latina e entre latinos residentes nos Estados Unidos e no Canadá; nível de confiança é de 95%

Da CNN Brasil
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A maioria dos brasileiros aprova a operação militar dos EUA que resultou na captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro, segundo pesquisa Latam-Wide da AtlasIntel, divulgada nesta quarta-feira (14).

Quando questionados se aprovavam a operação que prendeu o ditador venezuelano por acusações relacionadas ao narcotráfico, 58% dos entrevistados no Brasil responderam positivamente, enquanto 41% afirmaram desaprovar. Outros 1% não souberam responder.

O levantamento ouviu 11.285 pessoas em países da América Latina e entre latinos que vivem nos Estados Unidos e no Canadá, por meio de recrutamento digital aleatório entre os dias 5 e 11 de janeiro.

Ao todo, foram 1.539 entrevistados na Venezuela e 9.746 nos demais países, incluindo o Brasil. A margem de erro é de um ponto percentual, para mais ou para menos, e de dois pontos percentuais na Venezuela, com nível de confiança de 95%.

Captura de Maduro

Na madrugada de 3 de janeiro de 2026, por volta das 3h no horário de Brasília, forças dos Estados Unidos realizaram uma operação que mudaria o curso recente da política latino-americana.

Em uma ação descrita por Washington como “conjunta com autoridades policiais”, o ditador venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram capturados em Caracas.

Uma semana depois, a operação continua a reverberar em tribunais, chancelarias e mercados internacionais, enquanto o futuro da Venezuela permanece em aberto.

A ação foi o resultado de meses de planejamento e de ensaios considerados entre os mais complexos já conduzidos pelo aparato de segurança americano.

Desde o primeiro anúncio, a Casa Branca informou que a captura se tratava apenas de um episódio policial. No entanto, tratou-se de um movimento com profundas implicações geopolíticas.

O governo americano vinha, há anos, classificando Maduro como criminoso. Em 2020, durante o primeiro mandato de Trump, o líder venezuelano foi acusado no Distrito Sul de Nova York por “narcoterrorismo”, conspiração para importar cocaína e outros crimes.

Na época, os Estados Unidos ofereceram uma recompensa de 15 milhões de dólares por informações que levassem à sua prisão.

A pressão aumentou ao longo dos anos. O valor subiu para 25 milhões de dólares no início de 2025, nos últimos dias do governo Biden, e chegou a 50 milhões de dólares em agosto de 2025, já sob o novo mandato do republicano.

Nesse período, Washington também classificou o chamado Cartel de los Soles como organização terrorista estrangeira, alegando que Maduro seria o líder da estrutura criminosa.

A confirmação da captura veio na manhã do próprio sábado (3), em uma publicação do presidente americano nas redes sociais. Trump descreveu a ação como um êxito de cooperação policial.