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    Exames mostram que crianças morreram de fome e asfixiadas em culto no Quênia

    Autoridades afirmar que os mortos, incluindo nove crianças com idades entre 18 meses e 10 anos, faziam parte de igreja acusada de instruir fiéis a morrer de fome para serem os primeiros a irem para o céu

    George Obulutsada Reuters

    Nairóbi, Quênia

    Os corpos exumados de várias crianças no leste do Quênia mostraram sinais de fome e, em alguns casos, asfixia, disse um patologista do governo nesta segunda-feira (1º), à medida que os investigadores iniciam as primeiras necropsias em mais de 100 pessoas ligadas a um culto.

    Nesta segunda, os investigadores disseram ter concluído 10 necropsias, incluindo nove crianças com idades entre 18 meses e 10 anos, e uma adulta do sexo feminino, dos 101 corpos descobertos no mês passado em covas rasas na Floresta Shakahola, condado de Kilifi.

    As autoridades dizem que os mortos eram seguidores da Igreja Internacional das Boas Novas, liderada pelo pastor Paul Mackenzie, a quem acusam de instruir os fiéis a morrer de fome para serem os primeiros a irem para o céu antes do fim do mundo.

    Oito membros do culto que foram encontrados extenuados na floresta morreram depois. Até o momento, 44 pessoas foram resgatadas.

    Mackenzie está sob custódia da polícia desde 14 de abril, juntamente com outros 14 supostos membros do culto.

    “Em geral, a maioria delas apresentava características de fome. Vimos características de pessoas que não haviam comido. Não havia comida no estômago”, disse o patologista-chefe do governo, Johansen Oduor, a repórteres.

    Duas apresentavam sinais de asfixia, acrescentou.