Autoridade do Hamas diz que grupo não recebeu plano de paz de Trump escrito

Primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou apoio à proposta do presidente dos Estados Unidos

Da Reuters
Integrantes do Hamas mascarados  • Abid Katib/Getty Images
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Mahmoud Mardawi, representante do Hamas, afirmou nesta segunda-feira (29) que o grupo ainda não recebeu o plano de paz para a Faixa de Gaza do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por escrito.

Ele fez o comentário em uma entrevista à Al Jazeera Mubasher TV, logo após a coletiva de imprensa conjunta de Trump com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.

Na ocasião, o premiê israelense expressou apoio ao plano dos EUA.

Pouco tempo depois, uma autoridade do Catar e uma autoridade do Egito informaram que compartilharam o plano de 20 pontos com os negociadores do Hamas, de acordo com uma fonte.

Os funcionários do Hamas disseram que analisariam o plano de boa-fé e enviariam uma resposta, de acordo com a fonte.

A pessoa ouvida pela CNN pontuou que o primeiro-ministro do Catar e o chefe de inteligência do Egito informaram pessoalmente o Hamas sobre a proposta.

Entenda o plano dos EUA para Gaza

A Casa Branca divulgou nesta segunda-feira (29) os principais pontos do plano apresentado pelo governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para acabar com a guerra na Faixa de Gaza.

A proposta do governo americano prevê um governo internacional temporário, que seria chamado de “Conselho da Paz”, chefiado e presidido por Trump, com outros membros e chefes de Estado a serem anunciados, incluindo o ex-primeiro-ministro do Reino Unido Tony Blair. O controle de Gaza seria posteriormente cedido à Autoridade Palestina.

plano apresentado por Trump prevê um cessar-fogo permanente e a libertação de todos os reféns que continuam nas mãos do Hamas, vivos ou mortos. Em troca, Israel libertará presos palestinos e devolverá restos mortais de pessoas de Gaza.

O acordo sugere ainda que Gaza não será anexada por Israel e que o Hamas não terá participação no governo do território. Integrantes do grupo palestino que se renderem seriam anistiados. A proposta também inclui a retirada gradual das forças israelenses de Gaza e a desmilitarização do território.