Autoridade do Líbano diz que país não negociará com Israel "sob fogo"

Primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que ordenou a seu gabinete que iniciasse negociações com Beirute "o mais rápido possível"

Tamara Qiblawi e Mohammed Tawfeeq, da CNN
Compartilhar matéria

Uma autoridade do Líbano disse à CNN que o país não negociará "sob fogo" em resposta à proposta de Israel de iniciar "negociações diretas" com o objetivo de encerrar as hostilidades.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou, nesta quinta-feira (9), que ordenou a seu gabinete que iniciasse negociações com o Líbano "o mais rápido possível".

No entanto, uma fonte israelense disse à CNN que "não há cessar-fogo" e que as "conversas serão realizadas sob fogo".

O Ministério das Relações Exteriores do Líbano e o palácio presidencial não foram oficialmente notificados do convite do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, para iniciar negociações diretas, acrescentou a autoridade libanesa.

O gabinete do presidente libanês, Joseph Aoun, disse à CNN que "não faria comentários" quando questionado sobre as declarações de Netanyahu.

Israel intensificou massivamente os ataques contra o Líbano desde que os EUA e o Irã concordaram com um cessar-fogo de duas semanas na terça-feira (7).

No primeiro dia do cessar-fogo entre os EUA e o Irã, na quarta-feira (8), Israel realizou a maior onda de ataques contra o Líbano desde o início da guerra, matando pelo menos 303 pessoas e ferindo 1.150, informou o Ministério da Saúde do país nesta quinta-feira.

Pelo menos 1.888 pessoas foram mortas e 6.092 ficaram feridas desde o início da escalada do conflito em março, acrescentou o Ministério.

inglês