Autoridades de Cuba rebatem EUA após acusações e revogações de vistos
Governo Trump acusou país latino de ter esquema de exportação de trabalho forçado; servidores ligados ao Mais Médicos no Brasil também foram afetados
O chanceler de Cuba, Bruno Rodríguez, rebateu as acusações dos Estados Unidos de que o país tenha um esquema de exportação de trabalho forçado.
Pelo X, Rodríguez afirmou que o secretário de Estado americano ameaçou impor restrições de visto a "governos que tenham programas legítimos de cooperação médica" com Cuba.
Na quarta-feira (13), o governo de Donald Trump revogou vistos de servidores do Ministério da Saúde do Brasil que estavam ligados ao programa Mais Médicos. A iniciativa foi lançada em 2013 e nasceu com o objetivo de levar médicos para áreas onde a oferta destes profissionais era escassa ou até inexistente.
Também houve revogação de vistos em governos africanos e de autoridades de cubanas e granadinas.
"Ele demonstra imposição e agressão com força como a nova doutrina de política externa desse governo. Cuba continuará prestando serviços", afirmou o chanceler cubano.
Secretario Estado #EEUU amenaza con restricciones visas vs gobiernos que cuentan con programas legítimos de cooperación médica con #Cuba. Demuestra imposición y agresión con la fuerza como nueva doctrina de política exterior de ese gobierno.
Cuba continuará prestando servicios. pic.twitter.com/OxyldLQsHm
— Bruno Rodríguez P (@BrunoRguezP) August 13, 2025
O vice-ministro das Relações Exteriores do país, Carlos de Cossio, reforçou que seu governo não abandonará os programas de saúde e pontuou que são "absolutamente legítimos" e que salvam vidas
"O Departamento de Estado dos EUA faz politicagem, é desonesto e está determinado a causar danos à custa de privar muitos dos serviços de saúde", adicionou.
O ministro da Saúde do Brasil, Alexandre Padilha, defendeu o Mais Médicos e os servidores que contribuíram para implementar o programa em publicação nas redes sociais.


