Autoridades dos EUA continuam desconfiando de retaliação russa no ciberespaço

Governo de Joe Bide também alertou que a Rússia hackear alvos na Ucrânia pode trazer danos colaterais para organizações americanas com cadeias de suprimentos na região

Sean Lyngaas, da CNN
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Com quase oito meses de guerra na Ucrânia, autoridades dos EUA seguem cautelosas com possíveis campanhas russas de hackers de retaliação contra infraestrutura crítica, apesar da falta de tais hacks até agora, disse nesta terça-feira (11) uma autoridade cibernética do Departamento de Segurança Interna dos EUA.

“Acho que há alguma preocupação com a escalada [do presidente russo Vladimir] Putin, especificamente com ataques contra nossa infraestrutura crítica”, disse Jen Easterly, diretora da Agência de Segurança Cibernética e Infraestrutura dos EUA.

Autoridades dos EUA alertam há meses sobre o potencial de cibercriminosos da Rússia ou hackers apoiados pelo Kremlin de atacar organizações americanas depois que Washington impôs sanções à Rússia por sua invasão da Ucrânia.

O governo do presidente dos EUA, Joe Biden, também alertou que a Rússia hackear alvos na Ucrânia pode trazer danos colaterais para organizações americanas com cadeias de suprimentos na região. Easterly disse que esses cenários ainda estavam na mesa.

“Acho que ainda estamos em um momento muito delicado”, disse ela em uma conferência organizada pela Associação Nacional de Diretores Corporativos.

Alguns antecedentes: hackers de língua russa na semana passada assumiram a responsabilidade por derrubar sites de governos estaduais no Colorado, Kentucky e Mississippi, entre outros estados.

O mesmo grupo também assumiu a responsabilidade por derrubar brevemente um site do Congresso dos EUA em julho e por ataques cibernéticos a organizações na Lituânia depois que o país báltico bloqueou o envio de algumas mercadorias para o enclave russo de Kaliningrado em junho.

Na segunda-feira, o mesmo grupo, conhecido como Killnet — um bando solto dos chamados "hacktivistas", hackers politicamente motivados que apoiam o Kremlin, mas cujos laços com o governo são desconhecidos — afirmou ter como alvo mais de uma dúzia de sites de aeroportos voltados para o público. Não houve sinais imediatos de impacto nas viagens aéreas.

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