Avião que prendeu Maduro pousa na Base Aérea de Campo Grande para exercício
Modelo especializado prestou suporte às tropas americanas em Porto Rico durante a ação militar contra Maduro realizada em Caracas; ele está na Base Aérea de Campo Grande
O Lockheed Martin HC-130J Combat King II, uma aeronave de guerra especializada das forças especiais americanas que teve papel crucial na captura do ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro, pousou na Base Aérea de Campo Grande para participar do Exercício Conjunto Tápio 2026.
A versão especializada em busca e resgate do avião Hércules é um dos principais das operações especiais americanas.
Ao longo da operação para capturar Maduro, o avião atuou em Porto Rico, apoiando às tropas que prenderam o ex-presidente.
Segundo o portal especializado AEROIN, o Hércules chegou no dia 9 de setembro ao Brasil para participar do Exercício Conjunto Tápio 2026, junto com a Força Aérea Brasileira e outras nações.
Neste treinamento, é realizado um exercício de resgate em localidades remotas e apoio em tragédias.
Equipada com sensores e sondas de reabastecimento de voo, o avião tem como principal finalidade fornecer combustível para helicópteros que fazem investidas em territórios inimigos para resgate.
Além disso, pode lançar botes e suprimentos para equipes de socorro e transportar helicópteros Little Bird internamente.
Relembre intervenção americana
Na madrugada de 3 de janeiro de 2026, por volta das 3h no horário de Brasília, forças dos Estados Unidos realizaram uma operação que mudaria o curso recente da política latino-americana. Em uma ação descrita por Washington como “conjunta com autoridades policiais”, o ditador venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram capturados em Caracas.

Uma semana depois, a operação continua a reverberar em tribunais, chancelerias e mercados internacionais, enquanto o futuro da Venezuela permanece em aberto. A ação foi o resultado de meses de planejamento e de ensaios considerados entre os mais complexos já conduzidos pelo aparato de segurança americano.
Desde o primeiro anúncio, a Casa Branca informou que a captura se tratava apenas de um episódio policial. No entanto, tratou-se de um movimento com profundas implicações geopolíticas.
A vice-presidente Delcy Rodríguez assumiu a presidência interina e continua no cargo desde então.
Alvo antigo de Washington
O governo americano vinha, há anos, classificando Maduro como criminoso. Em 2020, durante o primeiro mandato de Trump, o líder venezuelano foi acusado no Distrito Sul de Nova York por “narcoterrorismo”, conspiração para importar cocaína e outros crimes. Na época, os Estados Unidos ofereceram uma recompensa de 15 milhões de dólares por informações que levassem à sua prisão.
A pressão aumentou ao longo dos anos. O valor subiu para 25 milhões de dólares no início de 2025, nos últimos dias do governo Biden, e chegou a 50 milhões de dólares em agosto de 2025, já sob o novo mandato do republicano. Nesse período, Washington também classificou o chamado Cartel de los Soles como organização terrorista estrangeira, alegando que Maduro seria o líder da estrutura criminosa.
*Sob supervisão de Yasmin Caetano


