Bahrein pressiona por resolução da ONU para proteger o Estreito de Ormuz
País busca proteger o comércio global e a navegação contra interrupções iranianas, as quais classificou como ilegais e imprudentes
O ministro das Relações Exteriores do Bahrein disse que as discussões em andamento nas Nações Unidas sobre um rascunho de resolução do Conselho de Segurança sobre o Estreito de Ormuz têm como objetivo salvaguardar o comércio global e prevenir a interrupção de uma das rotas marítimas mais críticas do mundo.
O ministro das Relações Exteriores Abdullatif bin Rashid al-Zayani afirmou em um comunicado na quinta-feira (2) que o rascunho da resolução, submetido pelo Reino do Bahrein ao Conselho de Segurança da ONU, reflete a “responsabilidade coletiva de proteger a segurança e a estabilidade internacionais e garantir a liberdade de navegação marítima”.
O Irã efetivamente fechou o Estreito, causando turbulência nos mercados de energia globais e forçando países muito além do Golfo Pérsico a tomar medidas de emergência para garantir o abastecimento de combustíveis.
O Irã sugeriu que, após a guerra, imporia pedágios aos navios que passassem pelo estreito.
O Bahrein descreveu os planos do Irã como “ilegais e imprudentes” e advertiu que isso equivaleria a manter a economia global como refém.
A Resolução 2817 do Conselho de Segurança da ONU (2026), adotada em 11 de março, pediu ao Irã que se abstivesse imediatamente de ações ou ameaças que visem fechar ou obstruir a navegação através do estreito. O ministro afirmou que o Irã não cumpriu a resolução.
Al-Zayani ressaltou que nenhum país pode enfrentar a ameaça representada pelo Irã sozinho, acrescentando que manter a passagem marítima segura e ininterrupta através do Estreito de Ormuz requer uma resposta internacional coordenada por meio de estruturas globais legítimas.
Ele advertiu que a contínua interrupção do tráfego de navios no Estreito de Ormuz traria sérias consequências humanitárias e econômicas para todo o mundo.



