Bancos do Paraguai são alvo de mega-assalto com explosivos
Polícia investiga atuação de grupo com cerca de 20 criminosos e relação com Comando Vermelho ou PCC
A polícia do Paraguai investiga um mega-assalto a bancos em Santa Rita, cidade que fica a cerca de duas horas de Foz do Iguaçu, na madrugada desta terça-feira (16). O município tem uma grande comunidade de brasileiros.
César Silguero, comandante da Polícia Nacional paraguaia, afirmou à CNN Brasil que as autoridades investigam possível participação do PCC ou do Comando Vermelho na ação.
De acordo com testemunhas, alguns dos criminosos falavam português.
A ocorrência aconteceu por volta das 2h, no horário local, envolvendo um grupo de aproximadamente 20 criminosos. Silgueiro afirmou que alguns indivíduos foram identificados, mas que ninguém foi preso até o momento. Também não houve feridos
Os suspeitos usavam armas longas, portavam explosivos e usavam capuzes e balaclavas, segundo as autoridades.
Bancos atacados com explosivos
Agências do Banco Familiar e do Banco GNB foram atacadas com explosivos. Cofres foram arrombados e objetos de valor foram levados.
Houve ainda tentativa de invasão a uma unidade do Banco Ueno, onde um segurança foi rendido e teve a arma roubada. As autoridades acharam ainda um artefato explosivo não detonado na Casa de Câmbio de Santa Rita. Nada de valor foi levado destes dois locais.
Veja fotos do mega-assalto e da destruição:
De acordo com as autoridades, policiais que estavam em uma viatura foram surpreendidos e cercados pelos criminosos, que renderam um deles. Esse agente foi desarmado e teve sua arma de serviço e um fuzil Galil, pertencente à Polícia Nacional, levados.
Outros policiais conseguiram sair da viatura e se abrigar na beira da estrada. Houve troca de tiros com os criminosos, que, então, fizeram os ataques contra os bancos.
Durante a fuga, o grupo incendiou dois veículos -- um na entrada norte e outro na entrada sul da cidade. Eles também espalharam pregos de pneus pela área.
Um mandado de prisão foi expedido pela polícia e agentes de segurança das cidades vizinhas de Caazapá, Caaguazú e Itapúa também foram alertados.
O Ministério Público do Paraguai foi notificado e uma investigação está em andamento.


