Bessent promete ampliar sanções dos EUA contra Irã e mira bancos
Secretário do Tesouro americano diz que novas medidas serão anunciadas toda semana e cobra rompimento de relações financeiras com o regime de Teerã

O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos deve anunciar semanalmente novas sanções secundárias com o objetivo de aumentar a pressão econômica sobre o Irã, inicialmente com foco em bancos, disse o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, à Reuters no domingo (30).
Depois de impor, na sexta-feira (28), sanções às filiais nos Emirados Árabes Unidos do Banque Misr, do Egito, por supostos vínculos financeiros com o Irã, Bessent afirmou, em entrevista, que o próximo passo pode ser excluir completamente uma instituição do sistema financeiro baseado no dólar.
“Vocês verão muito mais dessas medidas toda semana”, disse Bessent antes de uma reunião de líderes financeiros do G20. “Estamos começando pelos bancos e dizendo a eles que não é aceitável ter dinheiro iraniano e ajudar o regime.”
Bessent afirmou que pretende reforçar a mensagem junto aos ministros das Finanças e presidentes de bancos centrais do G20 para que rompam os vínculos econômicos com o Irã ou enfrentem sanções secundárias. O Tesouro iniciou a iniciativa, batizada de "Operação Pária Econômico", na semana passada.
“Não pode haver vazamento. Ou vocês estão conosco, ou estão com os iranianos”, disse Bessent.
No entanto, ele afirmou discordar de alguns críticos que dizem que as sanções contra o Irã não serão bem-sucedidas sem a aplicação de sanções secundárias contra empresas chinesas.
Segundo Bessent, a maior parte das compras chinesas de petróleo iraniano foi contida pelo bloqueio dos EUA aos portos do Irã, e a quantidade de petróleo iraniano armazenada em navios-tanque está diminuindo. “Problema resolvido”, acrescentou.


