Biden anuncia redução de emissão de carbono dos EUA e destaca ‘década decisiva’

Presidente norte-americano diz que medidas para cortar emissão de gases em 50% tornarão economia mais próspera e limpa para todo o mundo

Murillo Ferrari, da CNN, em São Paulo

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O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, prometeu nesta quinta-feira (21) reduzir as emissões de gases do efeito estufa do país em 50%, em relação aos níveis de 2005, até 2030. A meta anuncida pelo presidente norte-americano foi antecipada pela CNN.

Biden também afirmou que os próximos anos farão parte de uma ‘década decisiva’ para o combate às mudanças climáticas e que o remanejamento da matriz energética do país para fontes limpas e renováveis serão o principal mecanismo para criar empregos nos próximos anos.

“Os EUA estão no caminho para cortar as emissões pela metade até o final desta década. É assim que vamos seguir como nação”, disse Biden, na abertura da Cúpula de Líderes sobre o Clima organizada pelos EUA e que tem participação de 40 outros líderes mundiais.

“E é isso que podemos fazer se agirmos para construir uma economia que não seja apenas mais próspera, mas mais saudável, mais justa e mais limpa para todo o planeta. Esses passos colocam o país em um caminho de zero emissão até 2050″, continuou, se referindo a seu plano de descarbonizar inteiramente a economia dos EUA nas próximas décadas.

Biden pediu aos líderes mundiais que se juntassem a ele nesta questão, destacando sua intenção de que os EUA voltem a ter papel central na questão das mudanças climáticas.

“Nenhuma nação pode resolver esta crise por conta própria, como sei que todos vocês entendem perfeitamente. Todos nós, e especialmente aqueles que representam as maiores economias do mundo, temos que dar um passo à frente. Aqueles que agem e fazem investimentos ousados em seu povo, no futuro de energia limpa, terão bons empregos amanhã e tornarão suas economias mais resistentes e competitivas ”, disse ele.

“Vamos nos unir por esse futuro mais sustentável desde agora e superar essa crise existencial dos nosso tempo. Os cientistas nos dizem que essa é a década decisiva, na qual devemos tomar decisões para evitar as piores consequências da crise climática.”

Biden defendeu que as medidas devem ser tomadas não só do ponto de vista dos governos centrais, mas também nas cidades e nos estados, passando por pequenas e grandes empresas, por corporações e, até, pelos próprios trabalhadores nas mais diversas áreas.

“Vejo oportunidade para criar milhões de empregos sindicalizados, com operários e trabalhadores de linhas de energia constuindo uma rede limpa. Trabalhadores que hoje estão na linha de petróleo, gás e carvão, que precisam ser limpas, que precisam ser transformadas para a saúde de nossa comunidades”, defendeu o presidente norte-americano.

Biden destacou ainda que os países que tomarem ações decisivas agora para construir as indústrias do fururo são aqueles que vão ter os benefícios da energia limpa. 

“Precisamos nos mexer rapidamente. Os passos que os países terão de agora até Glasgow, na reunião da COP [em novembro], ajudarão a proteger vidas e reduzir o aquecimento global. Mas precisamos agir agora”, afirmou.

“[Combater as mudanças climáticas] é um imperativo moral, mas também econômico. É um momento de dificuldades, mas também de possibilidades muito fortes”, finalizou

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