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    Biden e aliados da Otan devem anunciar nova ajuda à Ucrânia em cúpula nos EUA

    Na esperança de mudar o curso do conflito, o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky deseja que a aliança envie mais armas e dinheiro e ofereça garantias de segurança

    Presidente dos EUA, Joe Biden, discursa durante cerimônia de comemoração do aniversário de 75 anos da Otan, em Washington
    Presidente dos EUA, Joe Biden, discursa durante cerimônia de comemoração do aniversário de 75 anos da Otan, em Washington 09/07/2024 REUTERS/Leah Millis

    Trevor Hunnicuttda Reuters

    O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e os líderes de outros membros da aliança militar ocidental Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) devem anunciar uma nova ajuda à Ucrânia ao se reunirem para sua cúpula anual em Washington nesta quarta-feira (10).

    Biden, que há quase duas semanas enfrenta dúvidas sobre sua aptidão para o cargo depois de um desempenho ruim em um debate em 27 de junho, espera que o encontro o ajude a encenar uma recuperação, cercado por aliados com os quais ele tem cultivado a relação durante seus três anos no cargo.

    Após chamar a aliança militar de “mais forte do que nunca” em um discurso vigoroso na terça-feira (9), Biden e os outros líderes da Otan agora se voltam para seu difícil trabalho.

    No topo da agenda está o impasse de mais de dois anos entre o Ocidente e a Rússia sobre a guerra na Ucrânia.

    Mas a cúpula também fornecerá aos líderes a chance de abordar outras questões de segurança, incluindo a guerra em Gaza e o aprofundamento dos laços entre Rússia, Irã, China e Coreia do Norte.

    A eleição presidencial dos EUA em novembro pode alterar o apoio de Washington à Ucrânia e à Otan. O candidato republicano Donald Trump tem questionado a quantidade de ajuda dada à Ucrânia em sua batalha contra a invasão da Rússia, bem como o apoio norte-americano aos seus aliados em geral.

    Nos bastidores da cúpula, espera-se que Biden se encontre com o primeiro-ministro britânico Keir Starmer para a primeira conversa presencial desde que o Partido Trabalhista obteve uma vitória eleitoral esmagadora que pôs fim a 14 anos de governo conservador no Reino Unido. Os países são aliados transatlânticos importantes.

    Biden também será o anfitrião de um jantar para os chefes de Estado e de governo da Otan, um evento que normalmente não chamaria a atenção, mas que entrou em foco devido às preocupações sobre se ele pode lidar com as demandas da Presidência por mais quatro anos.

    Na esperança de mudar o curso do conflito na Ucrânia, o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky deseja que a aliança envie mais armas e dinheiro e ofereça garantias de segurança. Ele se reunirá com o presidente da Câmara dos Deputados dos EUA, Mike Johnson, um aliado de Trump, no Capitólio nesta quarta-feira.

    Zelensky participará de partes da cúpula da Otan como convidado, mas a Ucrânia quer se juntar ao grupo para evitar futuros ataques da Rússia.

    Os membros da Otan já anunciaram a entrega de mais sistemas estratégicos de defesa aérea para ajudar a Ucrânia. Mais anúncios de ajuda devem ocorrer na cúpula, que marca o 75º aniversário da aliança.