Prime Time

seg - sex

Apresentação

Ao vivo

A seguir

    Biden ordena ataques aéreos a locais usados por grupos apoiados pelo Irã

    Instalações ficam na região da fronteira entre a Síria e o Iraque

    Biden discursa na Otan
    Biden discursa na Otan Foto: Stephanie Lecocq/Pool/AFP/Getty Images

    Barbara Starr, da CNN

    O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, direcionou o exército a conduzir ataques aéreos defensivos de precisão contra locais usados por grupos paramilitares apoiados pelo Irã na região da fronteira entre a Síria e o Iraque na noite de domingo (27), de acordo com comunicado do Departamento de Defesa. 

    “Os alvos foram selecionados porque esses locais são usados por grupos paramiliares que estão envolvidos em ataques de drones contra norte-americanos e instalações no Iraque. Especificamente, os ataques dos EUA tiveram como alvo locais operacionais e de armazenamento de armas em dois locais na Síria e um local no Iraque, que estão perto da fronteira entre os dois países”, diz o secretário de imprensa do Pentágono, John Kirby, na nota. 

    “Como demonstrado pelos ataques desta noite, o presidente Biden deixou claro que agirá para proteger os norte-americanos. Dada a série de ataques de grupos apoiados pelo Irã que têm como alvo os interesses dos EUA no Iraque, o presidente direcionou a ação militar para interromper e impedir esses ataques”, afirmou Kirby. 

    Ao menos quatro paramilitares foram mortos nesses ataques, disse a milícia iraquiana em uma nota divulgada nesta segunda-feira (29). 

    “Esse crime não ficará impune, a decisão por vingança foi tomada e o inimigo americano verá a morte com os próprios olhos. Olho por olho, e o que está vindo será severo”, disse o Kataib Hezbollah no Telegram. 

    Retornando à Casa Branca na noite de domingo após passar o fim de semana em Camp David, base militar e casa de campo presidencial em Maryland, Biden não parou para responder questionamentos sobre os ataques, dizendo aos repórteres, “Falarei com vocês amanhã”. 

    Um porta-voz do Conselho de Segurança Nacional respondeu à CNN com o comunicado emitido pelo Pentágono. 

    A presidente da Câmara, Nancy Pelosi, disse em um comunicado na noite de domingo que os ataque aéreos “parecem ser uma resposta dirigida e proporcional a uma ameaça específica”. 

    “Proteger os heróis militares que defendem nossas liberdades é uma prioridade sagrada. As milícias apoiadas pelo Irã usando esses locais estavam envolvidas em ataques ameaçando norte-americanos, bem como nossos aliados”, disse ela. “O Congresso receberá e analisará a notificação formal dessa operação sob a Lei de Poderes de Guerra, e espera receber mais informações do governo.”

    Saeed Khatibzadeh, porta-voz do ministério de Relações Exteriores do Irã, disse nesta segunda que os ataques desestabilizarão a segurança da região. 

    “Nosso conselho para o novo governo norte-americano é que, em vez de criar crises e problemas para as pessoas da região, tome medidas corretivas e deixem as pessoas da região determinarem os próprios destinos”, disse Khatibzadeh, segundo o jornal local Entekhab. 

    “O que os EUA estão fazendo é desestabilizar a segurança da região”, acrescentou. 

    O porta-voz do Exército iraquiano, Yahya Rasool, condenou os ataques norte-americanos, dizendo que a ação representa “uma violação explícita e inaceitável da soberania e segurança nacional iraquianas, de acordo com todas as convenções internacionais”. 

    Esses ataques aéreos não foram os primeiros determinados pelo governo Biden. 

    A primeira ação conhecida do Exército norte-americano sob o presidente aconteceu em fevereiro, quando um local na Síria também usado por grupos paramilitares iranianos foi atacado, em resposta a mísseis dirigidos aos militares dos EUA na região. Esses ataques preocuparam os parlamentares, que disseram que Biden não pediu a autorização necessária ao Congresso. 

    A Casa Branca disse que os ataques estão previstos no artigo segundo da Constituição, bem como na Carta das Nações Unidas. 

    (Texto traduzido, leia o original em inglês)