Bombardeio russo em escola de vila na Ucrânia mata 26 pessoas, diz governo

Ataque ocorreu na região de Zaporizhzhia um dia após o fim de um cessar-fogo local de seis dias negociado pela primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump

Oleksandr Kozhukhar e Ron Popeski, da Reuters

Forças russas bombardearam uma escola em um vilarejo na região de Zaporizhzhia, no sudeste da Ucrânia, nesta segunda-feira (2), matando 26 pessoas.

Segundo as informações divulgadas, dois membros de uma equipe de resgate estavam entre as vítimas fatais no vilarejo de Komyshuvakha.

O presidente Volodymyr Zelensky, em uma publicação no Telegram, afirmou que as forças russas lançaram, inicialmente, bombas aéreas sobre uma escola no vilarejo, local que era utilizado para a distribuição de ajuda humanitária.

"Após o primeiro ataque aéreo, houve um novo bombardeio com mais nove bombas, atingindo diretamente o abrigo onde as pessoas estavam reunidas", escreveu Zelensky.

"Os russos não poderiam desconhecer o fato de que, todas as semanas, os moradores que permaneceram em Komyshuvakha recebiam ajuda exatamente ali. Esta é mais uma prova de que a Rússia não deseja qualquer tipo de desescalada, nem qualquer justiça real", publicou o presidente ucraniano.

O vilarejo situa-se a sudeste da principal cidade da região, que também se chama Zaporizhzhia.

Regina Kharchenko, secretária da Câmara Municipal de Zaporizhzhia, informou que 27 pessoas estavam desaparecidas após o ataque.

A polícia da região de Zaporizhzhia comunicou que seus agentes e equipes de resgate estavam tentando alcançar moradores que, acredita-se, ficaram presos sob os escombros.

Fotografias divulgadas online mostravam escombros ainda fumegantes espalhados por toda a área.

O ataque ocorreu um dia após o término de um cessar-fogo local de seis dias — intermediado pela primeira-dama dos EUA, Melania Trump — que visava levar ajuda à cidade de Oleshky, situada na região de Kherson, e permitir a evacuação de moradores que desejavam deixar o local.