Bombardeiros da Rússia se unem à patrulha aérea da China perto do Japão

Países têm intensificado a cooperação militar nos últimos anos em outras regiões, realizando operações conjuntas

Da Reuters
Compartilhar matéria

O Japão enviou caças para monitorar as forças aéreas da Rússia e China que realizam patrulhas conjuntas em todo o país, informou o Ministério da Defesa japonês na noite de terça-feira (9), em meio ao aumento das tensões entre Tóquio e Pequim.

Dois bombardeiros estratégicos russos Tu-95, com capacidade nuclear, voaram do Mar do Japão em direção ao Mar da China Oriental para se encontrarem com dois bombardeiros chineses H-6 e realizaram um "voo conjunto de longa distância" no Pacífico, informou o ministério.

Quatro caças J-16 chineses acompanharam os bombardeiros em um voo de ida e volta entre as ilhas japonesas de Okinawa e Miyako, acrescentou a nota. O Estreito de Miyako, entre as duas ilhas, é classificado como águas internacionais.

O Japão também detectou atividade simultânea da força aérea russa no Mar do Japão, composta por uma aeronave de alerta aéreo antecipado A-50 e dois caças Su-30, informou o Ministério da Defesa.

O ministro da Defesa japonês, Shinjiro Koizumi, afirmou em uma publicação no Facebook nesta quarta-feira (10) que as operações conjuntas entre Rússia e China "têm como objetivo claro uma demonstração de força contra nossa nação, o que representa uma séria preocupação para nossa segurança nacional".

Os caças japoneses "implementaram rigorosamente medidas de identificação de defesa aérea", acrescentou Koizumi.

O Ministério da Defesa russo informou que o voo conjunto russo-chinês próximo ao Japão durou oito horas.

O aumento das ações militares de Pequim perto do Japão ocorre após a declaração da primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, no mês passado, de que Tóquio poderia responder a qualquer ação militar chinesa contra Taiwan que também ameaçasse a segurança do Japão.

A China e a Rússia têm intensificado a cooperação militar nos últimos anos em outras regiões, realizando operações conjuntas, como um treinamento antimíssil em território russo e exercícios navais com munição real no Mar da China Meridional.