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    Boris Johnson seguiu viagem pela Escócia, apesar de resultado de Covid na equipe

    Johnson decidiu não se autoisolar, como fizeram outros membros da comitiva

    Boris Johnson visita o Scottish Police College, em Tulliallan, perto de Kincardine, na Escócia, em 4 de agosto
    Boris Johnson visita o Scottish Police College, em Tulliallan, perto de Kincardine, na Escócia, em 4 de agosto Foto: James Glossop/POOL/AFP/Getty Images

    Luke McGee, CNN

    O primeiro-ministro britânico Boris Johnson continuou uma viagem pela Escócia depois que um membro de sua equipe testou positivo para Covid-19, decidindo não se autoisolar, como fizeram outros membros da viagem.

    Fontes de Downing Street confirmaram que um membro da equipe recebeu um resultado de teste positivo e está seguindo a “orientação apropriada”, mas insistiram que a viagem – que terminou na quinta-feira (5) – estava em total conformidade com as orientações contra a Covid-19. O primeiro-ministro “não entrou em contato próximo com ninguém com resultado positivo”, disse Downing Street.

    No entanto, uma fonte familiarizada com a viagem disse à CNN que a pessoa em questão esteve com o primeiro-ministro na maior parte da quarta-feira (4) em Glasgow, antes de embarcar em um avião para continuar a viagem em Aberdeen. A fonte acrescentou que a pessoa foi testada ao chegar a Aberdeen. O membro da equipe com teste positivo e alguns outros membros da comitiva foram para o isolamento.

    Um porta-voz de Downing Street disse à CNN que o primeiro-ministro “visita regularmente comunidades em todo o Reino Unido e todos os aspectos das visitas são realizados de acordo com as orientações de prevenção contra a Covid-19″.

    De acordo com o governo escocês, que estabelece suas próprias regras sanitárias separadamente da Inglaterra, País de Gales e Irlanda do Norte, os contatos próximos de qualquer pessoa com teste positivo para Covid-19 serão solicitados a se autoisolar “por 10 dias a partir do início dos  sintomas no caso de pessoas sintomáticas”.

    Um contato próximo é definido como “alguém que esteve fisicamente próximo o suficiente do caso confirmado por um período de tempo longo o suficiente para que o vírus tenha sido transmitido”.

    A orientação da Covid-19 em vigor na Inglaterra, que é definida pelo governo de Johnson, diz que “uma pessoa também pode ser um contato próximo se tiver viajado no mesmo veículo ou avião que uma pessoa com teste positivo para Covid-19”.

    No entanto, a orientação também informa que em um avião, o “risco de transmissão é pequeno a uma distância de 2 metros”. A orientação é mais fácil de cumprir em um avião grande do que em um carro, o que significa que é possível que mesmo no avião Johnson não tenha ficado a menos de dois metros da pessoa com teste positivo.

    Não está claro quais critérios foram aplicados aos funcionários que foram solicitados a se isolar. Quando perguntado por que Johnson não estava se isolando, uma fonte de Downing Street disse que o primeiro-ministro foi “testado antes de viajar para a Escócia e fez mais um teste PCR” antes de visitar um parque eólico offshore no último dia de sua viagem.

    É possível que Johnson não tenha entrado em contato próximo com o funcionário com teste positivo, conforme estritamente definido pela orientação. Mas, no passado, o governo foi criticado por não seguir a ampla orientação das regras que estabelece.

    A visita de Johnson era parte de seu objetivo de longo prazo de mostrar seu apoio pessoal à permanência da Escócia no Reino Unido e combater a tendência de apoio à independência escocesa.

    Enquanto os escoceses votaram 55% a favor de permanecer no Reino Unido em 2014, o Brexit e a pandemia aumentaram o apoio a um novo referendo.

    No referendo do Brexit de 2016, 62% dos eleitores na Escócia eram a favor da permanência na União Europeia. Nos anos seguintes, os nacionalistas escoceses argumentaram que a Escócia foi arrastada para fora da UE contra sua vontade por causa dos eleitores na Inglaterra. Johnson liderou a campanha para o Reino Unido deixar a UE em 2016.

    Apesar da afeição declarada de Johnson pela Escócia e de seu papel autodesignado como Ministro da União, ele é uma figura divisiva na Escócia. Os sindicalistas se perguntam se ele é a melhor pessoa para defender a permanência da Escócia no Reino Unido.

    Texto traduzido, leia o original em inglês.